Para se defender da acusação de ter cometido fraude financeira contra uma siderúrgica na década de 70, o senador Jefferson Péres (PDT-AM) subiu há pouco na tribuna do Senado e soltou as seguintes frases:
- (O que estou vivendo) é apenas uma chantagem.
- Eu não posso ser chantageado porque não tenho nada a esconder.
- Essa história (do processo) é um samba do crioulo doido.
- Eu nunca fui processado. Na verdade não houve crime algum.
Em 1970 eu tinha acabado de fazer um curso de administração e acabei contratado (pela siderúrgica). A empresa vivia de incentivos fiscais e como a Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia) retinha esses incentivos a empresa começou a passar por problemas financeiros. Um dia a Sudam fez lá uma devassa e por fim encontrou uma irregularidade na empresa. (A empresa estava atrasando o pagamento do imposto de renda que é descontado do salário do seus funcionários.)
Foi constatado crime de apropriação indébita. E todos os dirigente acabaram processados. Todos foram arrolados no inquérito. Arrolado é uma coisa, indiciado é outra coisa.
Conclusão da Polícia Federal: de todos os membros da diretoria, os únicos que tinham conhecimento seriam o diretor presidente, o diretor financeiro e o superintendente financeiro à época dos fatos. O caso foi para o Ministério Público e ai aconteceram coisas curiosas. O procurador da República verificou que Sudam devia à siderúrgica cinco vezes mais do que a siderúrgica devia ao fisco.
Os diretores da siderúrgica são inimputáveis, concluiu o procurador. Ele livrou inclusive os três que haviam sido indiciados (Jefferson leu um documento de um juiz determinado o arquivamento do autos).
- Sou acusado de quê? Quem é que poderia me chantagear por isso?
- Tenho repetido que minha mulher nunca foi funcionária do Senado, nem meu, nem de qualquer outro senador.
- Disseram em um blog que eu tinha pedido passagens aéreas (ao Senado) para transportar amantes. Isso nunca aconteceu, eu nunca pedi passagem para o presidente do Senado. Ta aqui a certidão (um documento do Senado que afirma que ele nunca pediu avião). Podem perguntar para os ex-presidentes do Senado se já pedi passagens. Nunca fiz isso.
- Se alguém tiver fotos minhas com amantes, mandem isso para o Senado. Quero ver. Eu não sou chantageável.
- Eu imagino alguns autores (das acusações), mas não vou apontar o dedo porque eu não tenho provas. Num primeiro momento a gente podia suspeitar de Renan. Hoje, recebi de Renan Calheiros (PMDB-AL) um carta que diz que a trajetória política do senador Jefferson Péres é exemplar. Eu não descarto ter sido um dos meu desafetos do Amazonas.
- Pois bem, canalhas de todas as matrizes, eu não sou como vocês. Ética para mim é compromisso de vida. Eu acho mais meritório aquele que tem tendência a roubar e não rouba. Para mim não, está no DNA. Ser ético é tão necessário quanto respirar. Não é nenhum grande mérito.
- Peço que a Corregedoria do Senado e a PF que realizem diligencias para descobrir quem criou (essa história).
Na última semana, alguns senadores receberam via caixa postal um dossiê contra Jefferson, contendo um DVD e uma folha.
Jefferson é relator de um dos processos por quebra de decoro que correm no Conselho de Ética contra o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros.
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Outubro 31st, 2007 às 9:17 am
“- Se alguém tiver fotos minhas com amantes, mandem isso para o Senado. Quero ver. Eu não sou chantageável.”
Fala sério. Se aparecer uma doida pra ser amante desse feioso eu quero dar porrada nela. Apelar neste nível é demais…auaeuheuheauhaeaueaueeu
Alias, qual o probelma em ter amantes? O problema é a passagem, certo? Politico tem uma facilidade de desfocar que é uma beleza.
[]´s
cudi.
Outubro 31st, 2007 às 3:34 pm
Cudi, meu nome é Leila, mas, para evitar que o Carlos nos responda com o chamativo de CUDI E LEILA, evitarei e pelo menos ficará como CUDI E HELENA. Esse teu nome falso é podre!
Ó, Cudi, nem tudo que é feioso é cu. Sou pisciana e sinto que o Senador do Amazonas tem tutano e vergonha. Se não tiver, que os chantagistas, ainda que a mando do Renan, ou dos seus opositores do Amazonas, desvendem a charada.
A internet é território de ninguém, mas pode ser perfeitamente rastreada.
O passado prescreve, embora não apague nossos erros.
Quero que o Jefferson seja justo, apenas. Quero que esse Renam Calhorda exploda, longe de nós, para não poluir mais os nossos rios e florestas.
Beijão, Cudi.
Helena de Tróia, sua escrava.
Outubro 31st, 2007 às 9:56 pm
Em virtude da queda do dólar, da falta de gás no Rio de Janeiro, a escolha do Brasil como sede da copa, do título do Sao Paulo e o desejo de ingerir bebida alcoolica, este o motivo de menor importancia, está marcado para amanha, 01/11, véspera do feriado, o proximo encontro dos blogueiros.
Local: O mesmo do último encontro, Red Baron, na praça do Caranguejo, próximo à Igreja.
Horário: 19:30
Presenças confirmadas até o momento: este que vos fala, mestre Zamith, Toinho e Highlander.
Outubro 31st, 2007 às 10:37 pm
Eu quero é saber do encontro, esses “senadores honestos”, ou não, que se entendam.
Novembro 1st, 2007 às 8:23 am
No encontro eu vou! Quanto ao Jerferson Peres, tem gente no senado que deve ter ficado com ortigarias ao ouvir este discurso. Foi uma distribuição de carapuças…; e olha que elas servem em tantas cabecinhas…Acho que faltou capuz..rsss.
Novembro 1st, 2007 às 8:28 am
Zélia! dessa vez foi pegadinha..rss..”urticarias”…rsss..
Novembro 2nd, 2007 às 5:08 pm
Caro Zamith, é muito claro a provocação do Renan. Mais uma é uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Péres, vende uma imagem de semi-deus; Vou relatar pequenas pavulagem do probo do senado. 1) Dez anos sem eleição no PDT estadual (legenda presidida pelo ético). 2) NUNCA prestou conta do fundo partidario 3) Comprou a sede do partido no escurinho do cinema e alugou para o partido em um atitude muito estranha, já que PDT tinha a preferencia na compra. 4) age com imperador da ética ou melhor da falsa ética. Já que nada e debatido com a militancia trabalhista. 5) É nepotista ( filho na PMM) 6) Seus assessores trabalham na sede do PDT,(pago com verbas do gabinete) cadê a verba de representação do escritorio politico. Poderia inumera varias outras tramoias, mais vou fica por aqui. Abraços.