Audiência de instrução e julgamento versando sobre crime de roubo à mão armada.
Adentro no recinto e já estão postadas a vítima (uma senhora de 40 e poucos anos de idade) e, no fundo da sala, acompanhado do advogado o réu (jovem na faixa dos 20 anos de idade).
É incomum a vítima prestar depoimento na presença do réu. A maioria ainda carrega as lembranças traumáticas do assalto, razão pela qual sempre aplico a regra do artigo 217 do Código de Processo Penal. Presumi que nesse caso a vítima já tivesse ciência que poderia dar sua versão dos fatos sem o constrangimento de encarar o seu algoz.
Após a leitura da denúncia pedi à vítima que narrasse o assalto. E supreendi-me com o cerca-lourenço do relato dela, fazendo questão de ressaltar a educação e polidez do acusado durante a execução do roubo. A enrolação estava tão acintosa que numa certa hora eu pedi permissão para interromper a narrativa e perguntei: “mas, afinal, a senhora foi ou não assaltada?”. A resposta, após alguma hesitação, foi positiva.
Ao final da audiência, após sentenciar o réu à pena de 5 anos e 4 meses de reclusão no regime semi-aberto é que descobri os pormenores do caso. Após o roubo (ocorrido no mês de maio deste ano), vítima e acusado tinham ‘engatado” um romance. De sapo, o réu transformara-se em príncipe.
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Julho 8th, 2010 às 10:30 am
nossa, é cada coisa que deve aparecer na sua frente… :P
Julho 8th, 2010 às 8:27 pm
ADOOOrei!O que é a paixao?rsrsrs
Julho 8th, 2010 às 9:06 pm
Kkkkkkkkkkkkkkk! Fato inusitado.
Será que a vítima teve um resquício da síndrome de estocolmo?!?! Só falta ela casar na penintenciária com o seu algoz-amante.
Julho 9th, 2010 às 10:20 am
O AMOR é lindo. hahaha :) :) :)
Julho 9th, 2010 às 11:45 am
se envolve com bandido…ta pedindo problema…depois aparece esfolada e nao sabe por que.
Julho 9th, 2010 às 12:02 pm
Nobre ZAMITH,
Ao fazer algumas pesquisas no Blog do Antonio Zacarias, notei que, por descuido, daquels bobos, que o ZACA lhe fez uma devida correção gramatical, com um ar sacasmo, de deboche, achando-se o “cara” da Língua portuguesa. Na semana que se passou, no referido Blog, deparei-me com a seguinte matéria: “Jornalista espancado e preso arbitrariamente por policiais militares terá sua CNH e motocicleta devolvidas”. No transcorrer do textículo, inerente à referida matéria, o “professor” ZACA (tenho certeza que não estudou na antiga UA já que lá fiz meu curso de Letras, por longos anos, e não me recorda jamais dessa figura) deu uma deslizada feia: grafou o verbete EMBRIAGUÊS, em vez de EMBRIAGUEZ. Mostrou o “professor” ZACA, com essa tremenda garfe ortográfica, que, de Língua Portuguesa, sabe muito pouco. Fica, com uma lanterninha, a procurar descuidos irrelevantes, como, por exempolo, o esquecimento de uma vírgula posterior ao um vocativo. No meio jornalístico, a quem interessa esse tipo de excesso de formalismo? A ninguém, evidentemente. A postura do ilustre “professor”, ZACA, faz-me recorda de um vetusto provérbio: “JOGA PEDRA NO TELHADO DO VIZINHO, TENDO TELHADO DE VIDRO”. Ao apontar essa falha ortográfica para o ZACA (EMBRIAGUÊS), no seu próprio Blog, este, imediatamente, fez a devida correção, mas foi ingrato: indigitou falhas na minha escrita, onde, verdadeiramente, não existiam. Trocado em miúdos: o ZACA sabe pouco; mas pensa que sabe muito.
Julho 9th, 2010 às 9:14 pm
Uma máxima que sempre fez parte dos ensinamentos de meus pais é de que “quem com porcos vive,farelo come”,e outra “Problemas não se procuram:Eles já batem à porta da gente”.
Julho 15th, 2010 às 11:42 am
Reclusão em regime semi-aberto? E pode?
Julho 15th, 2010 às 11:50 am
Desculpem a ignorância, conheço pouco de direito penal.
Julho 15th, 2010 às 12:49 pm
Pode.