Audiência de instrução e julgamento versando sobre crime de roubo à mão armada.

Adentro no recinto e já estão postadas a vítima (uma senhora de 40 e poucos anos de idade) e, no fundo da sala, acompanhado do advogado o réu (jovem na faixa dos 20 anos de idade).

É incomum a vítima prestar depoimento na presença do réu.  A maioria ainda carrega as lembranças traumáticas do assalto, razão pela qual sempre aplico a regra do artigo 217 do Código de Processo Penal. Presumi que nesse caso a vítima já tivesse ciência que poderia dar sua versão dos fatos sem o constrangimento de encarar o seu algoz.

Após a leitura da denúncia pedi à vítima que narrasse o assalto. E supreendi-me com o cerca-lourenço do relato dela, fazendo questão de ressaltar a educação e polidez do acusado durante a execução do roubo. A enrolação estava tão acintosa que numa certa hora eu pedi permissão para interromper a narrativa e perguntei: “mas, afinal, a senhora foi ou não assaltada?”. A resposta, após alguma hesitação, foi positiva.

Ao final da audiência, após sentenciar o réu à pena de 5 anos e 4 meses de reclusão no regime semi-aberto é que descobri os pormenores do caso. Após o roubo (ocorrido no mês de maio deste ano), vítima e acusado tinham ‘engatado”  um romance. De sapo, o réu transformara-se em príncipe.

10 Respostas para “Amor bandido”

  1. danielleblima diz:

    nossa, é cada coisa que deve aparecer na sua frente… :P

  2. Katia diz:

    ADOOOrei!O que é a paixao?rsrsrs

  3. Aline Andrade diz:

    Kkkkkkkkkkkkkkk! Fato inusitado.
    Será que a vítima teve um resquício da síndrome de estocolmo?!?! Só falta ela casar na penintenciária com o seu algoz-amante.

  4. Caroline diz:

    O AMOR é lindo. hahaha :) :) :)

  5. kalvin diz:

    se envolve com bandido…ta pedindo problema…depois aparece esfolada e nao sabe por que.

  6. walter azevedo diz:

    Nobre ZAMITH,

    Ao fazer algumas pesquisas no Blog do Antonio Zacarias, notei que, por descuido, daquels bobos, que o ZACA lhe fez uma devida correção gramatical, com um ar sacasmo, de deboche, achando-se o “cara” da Língua portuguesa. Na semana que se passou, no referido Blog, deparei-me com a seguinte matéria: “Jornalista espancado e preso arbitrariamente por policiais militares terá sua CNH e motocicleta devolvidas”. No transcorrer do textículo, inerente à referida matéria, o “professor” ZACA (tenho certeza que não estudou na antiga UA já que lá fiz meu curso de Letras, por longos anos, e não me recorda jamais dessa figura) deu uma deslizada feia: grafou o verbete EMBRIAGUÊS, em vez de EMBRIAGUEZ. Mostrou o “professor” ZACA, com essa tremenda garfe ortográfica, que, de Língua Portuguesa, sabe muito pouco. Fica, com uma lanterninha, a procurar descuidos irrelevantes, como, por exempolo, o esquecimento de uma vírgula posterior ao um vocativo. No meio jornalístico, a quem interessa esse tipo de excesso de formalismo? A ninguém, evidentemente. A postura do ilustre “professor”, ZACA, faz-me recorda de um vetusto provérbio: “JOGA PEDRA NO TELHADO DO VIZINHO, TENDO TELHADO DE VIDRO”. Ao apontar essa falha ortográfica para o ZACA (EMBRIAGUÊS), no seu próprio Blog, este, imediatamente, fez a devida correção, mas foi ingrato: indigitou falhas na minha escrita, onde, verdadeiramente, não existiam. Trocado em miúdos: o ZACA sabe pouco; mas pensa que sabe muito.

  7. luiz Cézar. diz:

    Uma máxima que sempre fez parte dos ensinamentos de meus pais é de que “quem com porcos vive,farelo come”,e outra “Problemas não se procuram:Eles já batem à porta da gente”.

  8. Paulo Victor diz:

    Reclusão em regime semi-aberto? E pode?

  9. Paulo Victor diz:

    Desculpem a ignorância, conheço pouco de direito penal.

  10. Carlos Zamith Junior diz:

    Pode.

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