Audiência de instrução e julgamento marcada para o último dia 14 de setembro, não realizada porque o oficial de justiça certificou que a vítima não residia mais no endereço indicado.
Não me conformei com o teor da certidão. O fato ocorreu no dia 20 de maio deste ano e mostrava-se improvável que a cidadã assaltada mudasse de endereço em tão curto espaço de tempo.
Chamei um motorista da Executivo Rádio Táxi, que faz ponto em frente ao Forum e pedi a ele para se deslocar até o imóvel indicado no mandado. Ele me voltou com a informação que a vítima reside na mesma casa, inclusive trazendo-me a assinatura dela na cópia do mandado.
Vou representá-lo junto à Corregedoria de Justiça.
Foram R$ 28,00 bem gastos.
Posts (RSS)
Setembro 22nd, 2009 às 12:39 pm
Penso que a postura de determinados oficiais de justiça se aproximem demasiadamente a de meros entregadores de documentos, se conformando estes com as primeiras recusas ou informações que lhes são dadas a respeito do paradeiro dos destinatários dos mandados, já que não possuem o poder-dever de investigação. Quem sabe não seria chegada a hora de ampliação de deveres e responsabilidades de tais profissionais!
Setembro 22nd, 2009 às 12:46 pm
Pois é meu caro, é mais fácil presumir que o Oficial lhe mentiu do que presumir que a testemunha mentiu para ele.
É mais fácil, mais fácil.
Setembro 22nd, 2009 às 1:35 pm
Zamith,
Sugiro que antes converse com o oficial de justiça, ele pode ter sido enganado , não pode?
Setembro 22nd, 2009 às 1:42 pm
Pra um cara desses só posso dizer uma coisa: “TOMA TROUXA”.
Tá bom, mais uma: “Trouxa raleia mas não acaba”. :D
Setembro 22nd, 2009 às 1:56 pm
Conhecendo os “artistas” como eu conheço, é fácil, muito fácil.
Setembro 22nd, 2009 às 2:00 pm
Olá Excelência. Sou advogado e com todo respeito vou lhe dar uma dica que vi em um despacho de um Juiz de São Paulo-SP. Os autos chegaram a ele com a mesma certidão do Oficial, e ele escreveu: “Determino que o Oficial de Justiça renove a diligência a ele determinada e caso não encontre a parte no endereço indicado nos autos, que telefone imediatamente ao celular do Juiz, que será dado diretamente ao oficial, para que o Magistrado se dirija imediatamente ao endereço e constate a ausência da parte.”
Setembro 22nd, 2009 às 2:24 pm
Dr. Zamith, diversas vezes fui cumprir mandados e chegando ao local indaguei pelo citando/intimando e fui informado pelo morador da residência que o mesmo não conhecia e nunca havia ouvido falar, e perguntando o nome da pessoa com quem estava falando muitas vezes as mesmas não querem se identificar ou quando se identificam não tenho como saber se a pessoa mente ou não e também não posso averiguar documentos pessoais de quem quer que seja, afinal essa função e da polícia militar.
Setembro 22nd, 2009 às 2:51 pm
Excelência! Precisamos mudar a cara do nosso Judiciário no Geral, e com atitudes como a sua sinto grande esperança.
Dizem que “onde há fumaça, há fogo!”, então, que tal alguem dar uma vigiada no Oficial BINDÁ? Ele cobra de uma parte para “agilizar” o serviço e assim que consegue o que quer, vai com a outra parte e faz o mesmo. No final, a parte mais generosa é beneficiada.
Se o prejudicado não confirmar os dados… fica por isso mesmo!
TRISTE e vergonhoso…
Setembro 22nd, 2009 às 2:57 pm
Pois é Carlos, mas como eu conheço os destinatário, digo o mesmo.
Abraços
Setembro 22nd, 2009 às 3:02 pm
Parabéns Juiz diligente!!! manda a conta para o oficial mentiroso.
Abraço: ANA ESMELINDA
Setembro 22nd, 2009 às 4:00 pm
TIVE RECENTEMENTE DECRETADA A PRISÃO PREVENTIVA DE UM CLIENTE (2.a VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI), SIMPLESMENTE PORQUE O SR. OFICIAL DE JUSTIÇA CERTIFICOU QUE O MESMO NÃO MORAVA MAIS NO ENDEREÇO INDICADO NO MANDADO (N. 65), PORÉM, O ACUSADO MORA NO NÚMERO 67, ATÉ EXPLICAR ISSO, DUROU UM MÊS COM O MANDADO DE PRISÃO COM A POLÍCIA!!!!!!
Setembro 22nd, 2009 às 4:02 pm
IA ESQUECENDO: O MANDADO CONSTAVA O NÚMERO 67 (CORRETO)!!!!!!
Setembro 22nd, 2009 às 4:18 pm
Infelizmente certas coisas são “culturais”; antes o salário era “baixo”, “faltavam condições”, zoneamento, a quantidade de mandados era “muito alta”… ; com o PCCS o salário mais que dobrou, o cargo ganhou status de nível superior “arrastando” quem não tinha para o mesmo patamar salarial, com a intimação por AR e notificação no diário eletrônico para os Advogados a quantidade de mandados diminuiu, com o zoneamento os deslocamentos se reduziram, teoricamente abrindo mais condições para as outras atividades da função…, mas mesmo assim alguns “costumes” não mudam…, Justiça seja feita, a maioria dos oficiais e servidores de outros cargos trabalham direito e conscientes da importância que tem sua função para a aplicação e celeridade da Justiça, mas estes acabam sendo “respingados” com as atitudes dessidiosas daqueles que acham que estão sendo pagos apenas para “respirar” dentro do TJAM.
Se não mudar a mentalidade de alguns não adianta nada melhorar condições, ai só com Corregedoria em cima mesmo …
Setembro 22nd, 2009 às 4:22 pm
Pois é, Excelência. Isso não é nada. Trabalho na justiça federal do Rio de Janeiro, no cartório de uma das varas de execução fiscal, e vejo cada justificativa na certidão negativa… que eu vou te contar. Além, claro, dos erros grotescos de ortografia, cores sem as escuras, abreviações descabidas e etc., que o CPC veda. É incrível! Como um sujeito desses passa num concurso como esse? Isso é Fantástico!
Setembro 22nd, 2009 às 4:30 pm
Excelencia, efetivamente sem qualquer demagogia, este ato foi a primeira vez que assisto realizado através de um Magistrado, não concordo com o pensamento do Sr. Roberto Santos acima, bem como do Sr. Rogerio Cunha que nitidamente demonstra um certo protecionismo, ainda bem conhecendo os “artistas” como o Senhor conhece, outra postura não poderia ter sido tomada. É público e notório que os Srs, Meirinhos, saem da Central de Mandados com “quilos” de Mandados, Citações/Intimações, e na pratica dão preferência da Area CIVIL, pois nestes, os mesmos recebem os Chamados “IMPORTES” (CUSTAS), e na areá CRIMINAL, não há os chamados Importes, deste modo, estes afazeres ficam sempre PARA CIMA DA HORA, e, qdo. não há tempo, fica mais facil Certificar que o destinatário não fora localizado.
Nessa mesma esteira, muitos dos Réus/Acusados, que estavam gozando da concessão da Liberdade Provisória, já voltaram para a CADEIA DEVIDO A UMA CERTIDÃO FALSA COMO A QUE O SENHOR DESCOBRIU, OS MEIRINHOS NÃO FORAM NO LOCAL INDICADO NO MANDADO, NOTADAMENTE LÁ PELA ZONA LESTE, CERTIFICAM QUE NÃO LOCALIZARAM O ACUSADO, O MAGISTRADO NÃO SE PREOCUPA, ABRI VISTAS AO MP, ESTE COMO FISCAL DA APLICAÇÃO DAS LEIS, REQUER A PRISÃO PREVENTIVA, O MAGISTRADO DECRETA, AI, RAPIDAMENTE NO MESMO ENDEREÇO LOCALIZAM O ACUSADO, E O MANDA PARA CADEIA, É UM VERDADEIRA REVOLTA, ESTE QUADRO TEM QUE SER MUDADO, FALTA OFICIAIS DE JUSTIÇA? FAÇAM CONCURSO. V. EXCIA. ESTÁ DE PARABÉNS, E QUE ESTE EXEMPLO SEJA SEGUIDO POR OUTROS MAGISTRADOS, PARA QUE INJUSTIÇAS NÃO MAIS VENHAM A SEREM COMETIDAS.
Setembro 22nd, 2009 às 4:47 pm
Thania, Carlos Hass, a certidão do oficial de justiça atestava que o meirinho esteve na rua e no imóvel indicado e lá travou contato com uma senhora de nome “Zelda” e esta teria afirmado não residir ali ninguem o nome de “Sandra”, a vítima.&
No dia de hoje, o taxista esteve no endereço constante no mandado e travou contato direito com a “Sandra”. Não há lógica na atitude de se esconder do oficial de justiça e identificar-se perante um taxista. Se fosse o réu, ainda vá lá. Mas é vítima e presume-se que tenha interesse no andamento do processo.
Vou remarcar a audiência e indagarei da cidadã se ela foi procurada no dia da diligência do oficial de justiça e se há alguem no imóvel identificado com o nome de “Zelda”.
A verdade é que estamos vivenciando um caos com os oficiais de Justiça. Tenho quase 20 anos de magistratura e até então nunca representei contra um serventuário. Semana passada fui obrigado a quebrar a regra. Agora, outro caso.
Até algum tempo atrás, os oficiais de justiça eram vinculados às varas, o que permitia ao juiz conhece los bem de perto. Trabalhei durante anos com duas oficiais de justiça mulheres - Gardenia e Francisca - e era raro uma audiência deixar de acontecer porque a vítima ou a testemunha não fora localizada.</p>
Mudaram o sistema atendendo um tal de zoneamento E, nessa mudança, eu peguei uma praga de oficiais de justiça negligentes.
Setembro 22nd, 2009 às 5:06 pm
Parabens, pela atitude Dr. Zamith (por essas e outras razões que Vossa Excelência estava totalmente credenciado para ser o Presidente da Amazon). Mas, voltando ao tema. Sabe-se, via “rádio corredor do Forum”que muitos oficiais de justiça além de não cumprirem adequadamente o seu mister, ainda se valem dessas certidões graciosas que não condizem com a verdade. É com esse tipo de atitude energica que combateremos esses péssimos servidores. Adotarei essa sua tática para desmascarar esses funcionários para que sejam punidos com severidade!
Setembro 22nd, 2009 às 5:27 pm
É uma pena excelencia, um prejudica a imagem dos outros, na nossa Cidade há muitos oficiais de justiça diligentes, mulheres guerreiras e dedicada ao cumprimento de mandados, por um muitos pagam. Uns lutam para melhorar a imagem enquanto outros , que é a menoria faz descaso da função, mas digo para o senhor que isso existe em todas as
profissões. Gostaria que o Sr. apurasse o caso melhor, pois nem sempre a culpa é do Oficial de Justiça
Setembro 22nd, 2009 às 5:28 pm
Olá Srs.
Antes de mais nada quero deixar claro que já fu oficial de justiça do TJAM.
E nessa situação se a certidão do Sr. oficial de justiça tiver sido realmente graciosa e mentirosa, o mesmo deverá ser punido com os rigores da lei…. mas antes o nobre e competente Magistrado que assina este blog… deve relfetir antes de tomar qualquer atitude… mesmo que seja dentro da lei….
1) afinal os oficiais de justiça não recebem nenhuma gratificação p/ exercerem o ofício que lhes é dado, ou seja, é correto o mesmo receber a mesma remuneração que um servidor que trabalha internanamente….o oficial utiliza seu carro;
2) a famosas custas (importes) causam transtonros aos oficiais, pois na maioria das vezes levam “banhos”, promessas de serem pagas, e uma vez cumpridas as diligências, as partes e seus patronos somem;
3) o projeto de gratificação e ajuda de custa aos oficiais de justiça foi engavetado, pelo TJAM sob o argumento de que não há dinheiro…..mas veremos se haverá dinheiro, quando for para aumentar o salários do juízes de desembargadores ….;
4) é muito fácil cobrar do lado mais fraco, e ainda melhor quando não há apoio nem da instituição.
Setembro 22nd, 2009 às 6:39 pm
ENDOSSO ÀS PALAVRAS, NO SEU INTEIRO TEOR DO MOTTA!!!!!
Setembro 22nd, 2009 às 6:46 pm
Antonia, vendo o seu nome, vou aproveitar para corrigir uma injustiça. Omiti o nome de duas oficialas de justiça que também honraram o cargo: Antonia e Sonia. E anda tem o senhor Leite, que trabalhou comigo na justiça itinerante.
Fica o reparo.
Setembro 22nd, 2009 às 7:03 pm
Já esperava tudo, mas cada vez me suprreendo com atitudes como estas, dignas de um juiz comprometido com a justiça…..Essas pestes atravancam o nosso trabalho também aqui em Goiás. Abçs do seu colega de judiciário.
Setembro 22nd, 2009 às 7:30 pm
Finalmente uma praga minha contra oficial de justiça pegou. Tomara que seja o mesmo.
Certa vez, um oficial nó-cego desses cobrou propina de um colega meu, parte em um processo, para entregar uma intimação para o sucumbente. Eu, terceiro interessado, esperneei, mas o colega falou que ou era assim, ou iam sentar na intimação até o $$ cair.
O mal por si só se destrói.
Setembro 22nd, 2009 às 7:43 pm
Kelsen, obrigado pelo elogio.
Como vc deve ter percebido, necessitei editar um pouco o seu comentário, retirando os erros ortográficos e de concordância. Mas o essencial ficou kkkkkkkkkkk
Abraços.
Setembro 22nd, 2009 às 8:17 pm
Não resta dúvidas que no nosso Brasil, por razões talvez de cultura, não é pequena a quantidade de pessoas desclassificadas! Ocorre, para gáudio de muitas categorias, que paulatinamente, vem ocorrendo melhorias,
arrastadas, 1º pela escolaridade, que é visível; 2º, até mesmo como consequência do ítem 1º, o padrão salarial
cresceu. o que representa motivos para um bom ou mesmo excelente desempenho funcional. É imprescindível,
no entanto, se queremos ter índices de produtividade com aceitáveis padrões de aceitação, um acompanhamento
ininterrupto, bem enquadrado, tão justo e bitolado, nos limites ajustados e apertados tanto quanto for possível,
nos extremos. Um complemento, visando o futuro, talvez seja orientar, nas diligências policiais, registrar endereços
de pessoas ligadas aos réus( parentes, amigos etc). E…,por fim punição severa, em falhas sem seguras justificações!
Exigir prazos bem limitados, para execução das tarefas, evitando assim que seja dada prioridade aos biscates, que
sabemos ser comuns, entre os servidores externos , sem rigores no controle, que só a produtividade pode mais
facilmente, oferecer.
Setembro 22nd, 2009 às 9:06 pm
Ah, se cada certidão “suspeita” me custar R$ 28,00, vou à falência!
:P
Setembro 22nd, 2009 às 10:25 pm
Calma, Excelência! Pode ser… Mas também pode não ser… Converse com o oficial, antes de instaurar o PA! Grande Abraço, Ivana
Setembro 22nd, 2009 às 10:29 pm
Olá Carlos,
Passei um bom tempo lendo os posts anteriores e respectivos comentários. Você anda causando polêmica! Muito bom. Melhor que isso só mesmo ver, além de você, outros juízes comprometidos com a justiça.
Um abraço.
Setembro 23rd, 2009 às 7:08 am
Caros leitores do blog e Dr. Zamith, aproveito o espaço neste respeitável blog para indagar: é correta a cobrança por parte do oficial de justiça de “taxa” quando entrega uma citação judicial para a parte ?
Digo isso porque certa vez um oficial me cobrou 50 reais por isso.
As taxas não deveriam ser recolhidas numa agência bancária credenciada ?
Agradeço a quem puder responder.
Setembro 23rd, 2009 às 7:44 am
Lucio, as despesas judiciais são de responsabilidade do autor da ação, isso caso ele não tenha solicitado os benefícios da justiça gratuita.
De vc foi o “citado” a cobrança é ilegal. Denuncie o caso para a Corregedoria Geral de Justiça.
Setembro 23rd, 2009 às 7:51 am
Dr. Zamith, o que se vê corriqueiramente no dia-a-dia é que alguns oficiais de justiça, em sua minoria é verdade, fica com os mandados, não cumpre corretamente, ou dependendo do caso e da parte até exacerba em sua funções, como tentativa de cumprir mandados de maneira diferente do que está disciplinado na decisão. Entretanto, isso é comum, nesses poucos.
Setembro 23rd, 2009 às 8:47 am
Brasileiro é Cidadão guerreiro, e eu creio!,,, ainda!
que o Brasil merece profissionais que sejam
íntegros primeiramente para si mesmos, para
seguirmos com a PATRIA AMADA, e muita dignidade JÁ.
Parabéns Dr, pela clareza de compartilhares reais d
nosso cotidiano, que no geral ficamos omissos a tantos outros
quantos este caso citado e outras barbáries cometidas pelos
GUERREIROS CIDADÃOS.Luz D Deus à Todos.
Setembro 23rd, 2009 às 1:00 pm
Certa vez, quando ainda atuava na Advocacia em Anápolis-GO,
tive complicações pra finalizar um processo de B.A. Dec-Lei 911.
O Oficial de Justiça não localizava o endereço; detalhe, o imóvel´
ficava na Rodovia, e o bem, uma carreta graneleira, com o cavalo
mecânico (vermelho).
Após dois desentranhamentos de mandados, consegui, a expedição
de novo mandado, para que fosse distribuído a novo Oficial, foi então
que o ilustre Oficial, em menos de 4 horas após a expedição, já tinha
levado a carreta para o depósito público.
Será que esse Oficial tem bola de cristal? é mágico?
Infelizmente, em toda área de atuação, toda profissão, estaremos
à mercê de profissionais negligentes, por sorte, temos aqueles
que salvam a pátria.
Abraço a todos.
Setembro 23rd, 2009 às 1:16 pm
Ola, Nobre Magistrado, e muito simples determinar que o TAXISTA faça a diligencia, cumprir o mandado, fato completamente ERRADO, e mais cobrar por diligencia na area criminal que JUSTIÇA GRATUITA, ademais uma coisa e vc apresentar-=se como Oficial de Justiça outra e vc apresentar-se como taxista.
Imagino Vossa excelencia, chegando a penitenciaria e como cidadão pedir pra entar, eles vao autorizsar sua entrada ?
Agora chega na penitenciria e diga que e Juiz ? veja a difenrença.
Não generalizar, temos Oficiais de Justiça de bom arbitrio e maus Oficiais de Justiça, que sua frase: “Conhecendo os “artistas” como eu conheço, é fácil, muito fácil.” sirva nao so para os Oficiais de Justiça e sim para os demais membro deste poder.
Setembro 23rd, 2009 às 1:31 pm
Aojam, infelizmente vc não entendeu nada. Eu não substitui oficial de justiça por taxista.
E de onde vc tirou que se cobrou por uma diligência criminal?.
Eu estou um pouco cansado, se não eu desenharia pra vc entender.
Setembro 23rd, 2009 às 2:59 pm
Hahahahahaha!!! Alguns comentários, sinceramente, não consigo entender!!
De fato, o sr. deve ficar cansado de ler “certos períodos” que não passam de emaranhados de palavras!!
Aiaiaiai!!!
Setembro 23rd, 2009 às 3:36 pm
Parabens, pela atitude Dr. Zamith.
“Se todos fossem iguais a você
Que maravilha viver
… Existiria a verdade
Verdade que ninguém vê”.
Que o diga (Tom Jobim/Vinícius de Moraes)
Ps: Me quer como assessora para DESENHAR para os que não lhe entendem? Tô na fila
Setembro 23rd, 2009 às 6:13 pm
São quase todos podres, profissionais descrentes, sujos. Guardada as devidas proporções, os correiros prestam um serviço de execenlência à sociedade. Já esses parasitas sempre estão tentendo aplicar golpes nas partes e advogados. Oficial de Justiça sinônimo de safados/corruptos.
Setembro 23rd, 2009 às 7:28 pm
Dr. Zamith,
Já havia lido este post ontem, mas qdo abri novamente sua página hoje (pois é uma de minhas leituras diárias, em razão do bom texto e do bom humor), porém hoje me surpreendi ao ver a quantidade de comentários e da repercussão do seus texto.
Sou Oficial de Justiça e agradeço aos inúmeros “elogios” que foram colocados de maneira generalizada a toda a categoria dos Oficiais de Justiça, alguns comentários presumo terem sido escritos por advogados outros por “colegas” de Judiciário, estes últimos que são acometidos por uma terrível cólera em relação aos Oficiais de Justiça, esquecendo que todos somos parte de uma só Instituição e todos devemos servir um só objetivo.
Qto aos advogados, bom, o que dizer, há alguns dignos de nota de reconhecimento e plauso, mas qdo dizem que são os Oficiais que atravam suas vidas, lembro que os mesmos muitas vezes dificultam o trabalho do Oficial e de todos os demais servidores, ao pedirem AJG para clientes que possuem condições financeiras, ao qualificar as partes de maneira incompleta, com endereços incompletos, errôneos ou simplesmente “chutando” um endereço, pois estes acham que aos Oficiais cabe a função de investigar e localizar o endereço.
Tenho uma convicção pessoal de que quem propala se algo, esta de fato escondendo ocultando seu caráter, assim quem diz ser honesto, e aquele que comete os maiores “pecadilhos”, porém, ante tantas ofensas me vejo obrigado a afirmar que jamais como Oficial ou em outras funções de caráter público que exerci, exige, pedi, solicitei ou cobrei qq espécie de “jeton” para o exercício do meu trabalho, todavia, advogados e partes já oferecerem e oferecem tais gratificações com a maior naturalidade, me cabendo dizer apenas que estas não devem nada, afinal raras vezes a adoção de uma atitude drástica se revela necessária, valendo citar ainda que temos um sistema Judiciário ineficiente e incapaz de apoiar seus servidores.
E para finalizar lembro ao Dr. Zamith que há muitas razões para uma pessoa “se esconder do Oficial de Justiça e identificar-se perante um taxista”, afinal quantas ações pode responder um vítima, inúmeras, alimentos, execuções e outras, sendo que dificilmente alguém presumirá que um táxista esta lhe trazendo uma ordem judicial, enquanto o Oficial pode até estar fora de serviço, que todo mundo sai correndo, é pior que gripe suína.
Setembro 23rd, 2009 às 7:42 pm
Caro Ricardo, tomei a liberdade de “espaçar” os parágrafos do seu texto para facilitar a leitura e possibilitar a amplicação da discussão sobre o tema, civilizadamente, como vc tem feito.p>
Sempre que se aponta uma mazela de um membro de qualquer instituição, há uma tendencia para generalizar a mazela para todos os seus membros. Isso acontece com o Judiciário, Legislativo, etc..
Eu continuo apostando que a vítima não tinha porque se esconder do oficial de justiça. Ela compareceu na delegacia, deu depoimento e deve ter sido orientada ou tido ciência que mais cedo ou mais tarde seria chamada para depor em juízo.
E só para esclarecer, embora eu não tenha certeza se a confusão é da minha mente: o taxista não foi cumprir o mandado no lugar do oficial de justiça. Ele apenas portou o mandado para localizar o endereço. E, para “mostrar serviço” trouxe a assinatura dela no papel.
De qquer forma, remarcarei então poderei ouvi la de viva voz sobre o roubo de que foi vítima e sobre o episódio do post. Por enquanto, a representação contra o oficial de justiça está em stand-by.
Abraços.
Setembro 23rd, 2009 às 7:43 pm
Dr.,
Lendo seu post e os coments, quase nada me surpreende mais nesta nossa cidade, acredite. Como diria um juista famoso em Brasília “em Manaus vaca voa e de ré”, então…
Mas algo chamou minha atenção e fez-me quebrar um pacto que fiz comigo mesma (de não me manifestar em nada!!rsrs), enfim…chamou minha atenção sua indisposição à benevolência. O que houve? Posso ajudar? Bem, gostaria que soubesse que por vezes cansamos mesmo nas batalhas, parece-nos que o inimigo é tão numeroso que nossas forças vão se esvair e não conseguiremos sobreviver…
No entanto, meu caro, acredite: o sol brilha apesar das nuvens!!! Podemos até não ver, mas ele está lá…brilhando!!!
Acredite, meu caro, esses tempos difíceis irão passar. Ainda veremos nossa cidade evoluir e nos dando orgulho efetivamente.
Paciência…
Setembro 23rd, 2009 às 9:13 pm
Minha gente… a pessoa “não encontrada” era a VÍTIMA. Não teria pq se esconder do oficial, pois entende-se que era a parte mais interessada!
E o taxista não foi fazer as vezes de oficial, simplesmente foi “conferir” o endereço…
Será que vai ser preciso desenhar?! hehehe [:P]
Setembro 23rd, 2009 às 9:16 pm
Ola Dr. Zamith, boa noite. Admiro seu trabalho, e como Oficial de Justiça luto diariamente para acabar com as mazelas que assombram nossa classe, mais para acabar com as referidas mazelas tenho que buscar forças no além, me sinto injustiçado quando tento arrumar a casa e sou taxada de MORALISTA, mais vejo que isso tem jeito, graças a deus temos profissionais como o senhor o Dr. Claudio e outros que estão nessa mesma luta. Como eu, temos mais um grupo de Oficiais que tem a mesmo vontade, mais não conseguimos mudar o pensamento daqueles Oficiais e seu modo de agir, só não podemos nos juntar a eles. Posso afirma que o trabalho para a melhoria esta sendo difícil mais acredite IREMOS CHEGAR LA’. Continue com esse blog, pois talvez com isso possamos mudar essa classe que é fundamental para a aplicação da Justiça.
Setembro 23rd, 2009 às 10:00 pm
Isso, Carolina, a palavra chave é “conferir”.
Setembro 24th, 2009 às 12:07 am
Como frenqüentador do Blog não poderia deixar de dar o meu pitel sobre o assunto, e digo, o Dr. tá certo em tomar essa medida; eles são muito “artistas”, não podemos generalizar é claro, têm os bons, assim como, têm os espertinhos.
Como advogado tenho uma boa relação com os Meirinhos, e vejo que eles estão sempre dispostos a conversar sobre o pagamento das suas diligências, que está na lei, e devemos honrar o pagamento dos seus trabalhos; só não admitimos traição, ou seja, quando o Oficial com o Mandado na mão para cumpri-lo, se passa para o outro lado, demorando para cumprir, enrolando, dando tempo para a parte; acontece muito, nesse caso uma Corregedoria vai bem.
Portanto urge a necessidade de ser nomeado, para comandar a Central de Mandado, um nome forte, já que o cargo está vago, com a saída do Dr. Cláudio Ressinge;
Setembro 24th, 2009 às 9:14 am
Átila,
Pena que para os servidores a Corregedoria funcione tão bem, enquanto, para os Advogados a OAB seja tão benevolente e graciosa.
Setembro 24th, 2009 às 10:39 am
Conheci um oficial de justiça em Brasilia, agora demitido, que me contou que foi entregar um mandado e cobrou propina do réu para adiar a ciencia por 15 dias e logo em seguida, alguns minutos depois, foi ao autor e tambem cobrou propina, alegando que estava dificil de encontrar o réu e precisava de dinheiro para gasolina. Disse ainda que como poderia segurar o mandado por até 30 dias ele retornaria e cobraria propina novamente para segurar por mais 15 dias.
Setembro 24th, 2009 às 1:55 pm
kkkkkkkkkkkkkkkkk,
ameiiiiii, as suas respostas DRº!
Setembro 25th, 2009 às 11:58 am
Vamos denunciar e acabar com essa pouca vergonha nos Tribunais Brasileiros.
CNJ, Corregedoria, MP Estaduais e Federal!
Setembro 25th, 2009 às 1:37 pm
Dr. Zamith,
Veja o que um artista oficial de justiça fez em caso que aconteceu comigo na cidade de Trindade, estado de Goiás. Ele cientientificou a ré no mandado dirigido a minha pessoa como autor para comparecer à audiência no juizado de pequenas causas. Só tomei conhecimento depois da prescrição. Neste TCO de maus tratos, praticados pela mãe contra o filho com seis anos de idade, o laudo médico foi extraviado na Delegacia e esta ação só continuou depois que providenciei cópia do lado junto ao hospital e no final o delegado encaminhou um relatorio para a justiça, ignorando o laudo médico, dizendo que não passava de inconformismo da minha parte com a separação. Ou seja, me chamou de corno inconformado. Pode? Ainda mais, na ação de guarda, constava um atestado da escola com 52 dias de falta às aulas no ano. Diga-se injustificadamente. Porém, o promotor de justiça em parecer disse que o comportamento da mãe estava dentro da normalidade. Não consegui entender até hoje.
Setembro 25th, 2009 às 1:42 pm
Complementando, parece uma máfia.
Setembro 25th, 2009 às 9:55 pm
Excelencia:
A Noticia efetivamente obteve uma repercussão espantosa, já esperava, o meu primeiro comentário inclusive fora aprovado pelo DR. EGUINALDO MOURA, o Sr. como sempre está de parabéns, sempre nos colocando atualizados das aberrações dos bastidores.
Setembro 27th, 2009 às 12:25 am
Bom seria se as varas de entorpecentes funcionacem com 50% desta disposiçao…. mesmo pq, na lei esta previsto q o proprio magistrato pode realizar diligencias….. oficiais …. necessitam de reciclagem, abraços
Setembro 29th, 2009 às 12:46 am
Ao Sr. Carlos Hass.
Lerdo engano Sr., discordo, a OAB-AM não dá molesa, “escreveu não leu, o pau comeu”; nos advogados estamos sempre sendo importunados pela Ordem para vomitar honorários; basta um cliente ser condenado, para a sua família pedir devolução dos honorários. Devolve quem quer, eu não devolvo e encaro o processo na Corregedoria se for o caso, para tanto, só pego a causa mediante contrato de honorários.
No momento estou limpo, mas já respondi processo só porque desliguei o telefone na cara da clinete, segundo ela.
Na hora de pedir votos são todos amigos e dóceis, mas quando assumem como conselheiros, mudam, ficam mascarados; geralmente aqueles advogados frustados e invejosos.
Portanto não se engane, o Conselho de Ética e Disciplina da Corregedoria da OAB-AM pega pesado, vacilou dançou, não tem nada de benevolente e gracioso.
Outubro 20th, 2009 às 7:24 pm
Excelência, tomei conhecimento desta discussão apenas hoje, por estar extremamente atarefada. Nunca postei nada, mas esta discussão me atraiu muito.
Tenho 21 anos na carreira e nunca cedi a nenhum apelo de advogados ou partes e já compliquei alguns colegas por causa disso. Inclusive localizando pessoas que eles em outras certidões disseram não encontrar.
No cartório sempre tive o apelido de ligeirinha, por não atrasar nenhum mandado e cumpri-los até no mesmo dia.
Primo pela consciência livre de qualquer peso.
Mas gostaria de lhe falar sobre algo inusitado que aconteceu comigo:
Um senhor que moveu um processo contra o INSS recusou-se a receber a intimação para comparecer à perícia. E olha que voltei à favela em que ele morava por 6 vezes, mesmo explicando á sua mulher do que se tratava, marcando horário, fazendo o possível para intimá-lo não obtive êxito.
Fui até seu Advogado e este marcou com o intimando uma data para comparecer ao escritório para receber a intimação, porém pela 7a. vez ele não compareceu. Enfim, este senhor também era parte interessada, porém não quiz receber a intimação.
Concordo que existem oficiais que não merecem o cargo que têm, mas às vezes podem acontecer coisas inexplicáveis como no meu caso. É certo que fiz uma certidão circunstânciada, aliás, interessante o fato de certos advogados recuarem ao ser mencionada esta palavra. Aprendi com a experiência que esta palavra retém toda e qualquer investida de certos advogados que também podem ser chamados de “artistas”. Aliás conheco muito mais artistas advogados do que oficiais, apesar de eu ser formada e ter OAB. Acho que por isso me revolto tanto com certas atitudes.
Somete não concordo com a idéia de todos os oficiais serem chamados de “artistas” no sentido pejorativo da palavra. Somos artistas nas ruas, pois muitas vezes assumimos os papéis de psicólogos , assistentes sociais e consultores jurídicos Por vezes somos atletas correndo de alguém que nos ameça ou até mesmo de um cão bravio, somos motoristas ao levar coercitivamente, em carro próprio, a testemunha para a audiência e muitos outros papéis que não caberiam numa folha de papel. À cada dia descubro uma nova faceta no desempenho de minhas funções.
Respeito-lhe muito, li aqui artigos maravilhosos, não se sinta incomodado com minhas palavras, foram apenas um desabafo de alguém que só quer uma Justiça mais justa e que os injustos e incorretos sejam punidos com a seriedade de um julgamento baseado apenas na verdade. Não defendo este oficial mas peço que analise os fatos de todos os ângulos. Apesar, de com o perdão da palavra, estar chovendo no molhado, pois o admiro por tudo o que já foi postado aqui e sei que não prejudicaria um funcionário sem que este tivesse errado.
Outubro 25th, 2009 às 7:35 am
Bonita a sua atitude, deveria servir de exemplo para outros Estados.
Já tive um caso semelhante, só que o Oficial da Justiça, certificou que o réu recebeu, em sua residência, a contra-fe e assinou o recibo, só que o réu se encontrava preso há mais de três anos…
Efetivamente, não se pode julgar todos por alguns, mas que as certificações deveriam ser mais rigorosas, não tenho a mínima dúvida.
Outubro 29th, 2009 às 7:41 pm
Aconteceu no TJPE de DOIS MAGISTRADOS proferirem,respectivamente,LIMINARES absurdas contra o Banco do Brasil e a Petrobrás,e após os trâmites legais,foram APOSENTADOS,com proventos proporcionais,e se fossem servidores comuns,seriam presos e demitidos.O nível dos MAGISTRADOS NO BRASIl deixa muito a DESEJAR(muito mesmo).
Outubro 29th, 2009 às 8:02 pm
EU IMAGINO QUE SEJA CRIME ENTREGAR UM MANDADO A UM TAXISTA,QUE NÃO FAZ PARTE DO PROCESSO,POIS MANDADO É PARA SER CUMPRIDO POR OFICIAL DE JUSTIÇA.
VOSSA EXCELÊNCIA DEVE MORAR NA LUA,POIS A QUANTIDADE DE MAGISTRADOS INVESTIGADOS E PRESOS NO BRASIL É DEMAIS.´JÁ OUVISTES FALAR NO LALAU,ETÉRIO RAMOS GALVÃO E OUTRAS CENTENAS DE MAGISTRADOS ENVOLVIDOS EM CORRUPÇÃO,ASSASSINATOS, VENDAS DE SENTENÇAS E OUTROS CRIMES?
Outubro 30th, 2009 às 10:32 am
Eu não entreguei mandado para motorista. Eu paguei a ele para ele confirmar, informalmente, se a cidadã residia no endereço constante no processso. Apenas isso.
Se vc tem dificuldades em entender o que escrevo, sugiro que vc comente apenas no seguinte blog: http://xuxa.globo.com
Abraços.
Novembro 1st, 2009 às 7:25 pm
Eu pessoalmente não acredito como um juiz pague a um taxista para confirmar o que quer que seja.
Está claro que o taxista trouxe a assinatura da pessoa na cópia do mandado.
É inacreditável como essa elite perversa pensa que vivemos na idade da pedra lascada.
Passei e fui nomeado em sete concursos públicos e não teria medo de enfrentá-lo em um concurso público,Sr.Carlos Zamith.
Perto do senhor,me considero um gênio.
Novembro 1st, 2009 às 8:16 pm
NARCISO (assim mesmo, gritando), concluí agorinha minha sessão de yoga e estou com bastante paciencia para tentar te explicar mais uma vez o caso: o motorista de taxi foi por mim contatado apenas para verificar se a cidadã ainda morava no endereço constante no mandado. Talvez para “mostrar” serviço, ele tenha colhido a assinatura da cidadã, mas essa assinaatura não serviu para nada, porque o documento estava com a data da audiência já defasada.
Após esse fato, eu redesignei nova audiência, chamei o oficial de justiça e o motorista (ele faz ponto diariamente em frente ao Forum). Na minha frente, o motorista explicou para esse oficial de justiça onde o imóvel da cidadã se localizava.
Para finalizar, ela compareceu na audiência e eu pude sentenciar o processo.
A sua postura me faz lembra da frase do Einstein, sobre os limites da estupidez humana. Não tem limite, pelo que estou percebendo.
Se vc continua com dificuldades em entender o que eu escrevo, seja humilde e peça ajude. Chame aquele sobrinho de 11 anos esperto que vc deve ter.
Se não for ocaso, aceite a sugestão que eu lhe dei no comentário anterior.
Abraços.
Novembro 21st, 2009 às 9:49 am
Sou oficial de Justiça em São Paulo há 17 anos. De fato, numa situação como essa, em que a parte a ser intimada é a parte interessada, eu desconfiaria da informação de que ela havia mudado e buscaria, com o necessário olho clínico, levantar mais informações com a pessoa informante. Mas, infelizmente, às vezes, nós ficamos mesmo à mercê das informações que nos são prestadas.
Ressalto, porém, que as pessoas têm o dever de se identificar para o oficial de Justiça, à luz do art. 68 da Lei das Contravenções Penais; afinal, as informações por ele colhidas são destinadas a um processo judicial, que é um instrumento de suma importância num Estado de Direito e para o qual todos devemos colaborar, nos termos do art. 339 do Código de Processo Civil.
Por fim, concordo que muitas vezes, a parte bonita do nosso trabalho fica escondida entre quatro paredes, quando damos o ombro para a parte chorar, os ouvidos aos desabafos dos aflitos, nossa instrução ao darmos as primeiras orientações a quem se vê diante de uma angustiante ação judicial, nosso olho no olho junto com uma palavra de fé. Nem todos os que são processados são culpados; muitos são vítimas também de um Estado corrupto e ineficiente e o oficial de Justiça não é um espectador feliz da dor alheia.
Como magistrado experiente que o senhor é, ouvir a todos foi, com certeza, o melhor caminho.
Com respeito, Paulo.
Santos, 21/11/2009.
Dezembro 9th, 2009 às 2:22 pm
“Vou representá-lo junto à Corregedoria de Justiça.” Com estas palavras o pré-julgamento, ou o julgamento antecipado da causa sem primeiramente ouvir e colher todas as provas necessárias para forma-las e, então formaliza-las por convicção, conclui-se inércia do julgamento. “In dubio pro reu”, este é o princípio de nossa lei, que enquanto não houver provas convincentes, o acusado não deve e não poderá ser julgado culpado!
Dezembro 9th, 2009 às 10:17 pm
Sendo público o blog, sinto-me no direito de opinar. Como magistrado que é, espero que aceite o contraditório.
Sinceramente, sr. Carlos, fiquei embasbacado com o post. Não vou entrar no mérito da ação do oficial de justiça. Se certificou falsamente ou não eventual procedimento administrativo o dirá. Mas a sua atitude - em publicar uma suposta infração de um oficial de justiça - revela-se inquisitória. Isso porque, felizmente, em nosso país todos são inocentes até prova em contrário. No caso, o oficial de justiça é inocente simplesmente por não ter sido dado a ele, ainda (ao menos é o que se depreende dos seus comentários), a oportunidade da ampla defesa e do contraditório. Ponto.
Por outro lado, não consigo enxergar o interesse público em se publicar uma informação como essa! Pra quê? Há tantas coisas mais importantes a serem discutidas (até porque amanhã ou depois, como resultado do PA, o dito oficial de justiça pode ser absolvido), e o sr. fica postando notícias de oficiais de justiça que estão sendo processados, que cometem falhas, etc! É lícito ao juiz fazer isso? De outra feita, da sua frase “Ele apenas portou o mandado para localizar o endereço”, contida em um dos seus comentárioa, depreende-se que o mandado foi, sim, entregue, pelo sr, ao taxista. Se o sr realmente o fez, entendo que cometeu falta grave e deveria, também ser representado. Assim, entendo que o sr. deveria representar o oficial de justiça, sim, mas ele, também, deveria representar o sr. ao CNJ, porque entendo descabida sua atitude. Ah, esqueci-me - minhas escusas! -: os juízes tem a tal da vitaliciedade, né? Mesmo se o sr. fosse representado, não daria em nada. Mas a consequência para os “artistas” oficiais de justiça é de fácil previsão: demissão a bem do serviço público! Trezentos pesos e uma medida!
Dezembro 12th, 2009 às 8:10 am
Caríssimos
Bom dia!
Acredito que houve uma precipitação por parte do magistrado de à primeira vista condenar nosso colega oficial de justiça amazonenses, chamando-o de mentiroso.
Ainda bem que seu nome não foi exposto neste blog.
A postagem do blog tem levado à generalizações na parte de comentários. Nem todos os juízes cobram por sentenças, nem todos os desembargadores cobram por habeas corpus, nem todos os promotores de justiças cobram por não fazerem denúncias, nem todos os advogados são negligentes recebendo da outra parte para o sê-lo, nem todos os escrivães engavetam processos para que juízes não possam despachar, nem todos servidores de secretarias fazem processos sumirem obrigando sua restauração, nem todos os chefes de repartição assediam moralmetne e sexualmetne os funcionários de escalão inferior para mant~e-los nos cargos, nem todos os políticos são desonestos, nem todos são santos e nem todos são pecadores.
Aqui em Mossoró temos assistido a essa desconfiança em algumas diligências por parte de magistrados, promotores e pessoal de secretaria, advogados e partes, principalmente quando algum colega encontra a parte e o outro não. Normalmente isto é observado pelo pessoal de secretaria e o caso é levado ao juiz, quando então o juiz do feito, como figura processual que é, leva o caso ao ministério público e este solicita através de ofício informações acerca de um colega ter encontrado e o outro não.
O que acontece normalmente é que as partes mudam de endereço e não informam aos seus advogados e nem ao juízo. Quando os oficiais de justiça chegam ao endereço pode ocorrer deste ter contato com pessoa que sabe para onde a parte se mudou ou o contato que tem é com pessoa que não sabe nem quem é a pessoa. Já fiz diligência em que procurava uma cidadã e nem o próprio esposo sabia que era ela. Ela havia se juntado com ela e só a conhecia pelo apelido, não sabia o seu nome completo. Por sorte perguntei a uma segunda pessoa e esta conhecia a mulher por ser agente de saúde.
Agora imaginem se tivesse certificado negativamente e o juiz desconfiado tivesse mandado um mototaxista que fica em frente ao fórum verificar se a mulher morava no endereço. Chegando lá o mototaxista dá de cara com a dita cuja. Dessa forma se ferrou o oficial de justiça.
Certa vez uma juiz de direito chegou para eu e pediu que quando fosse realizar diligências tivesse o cuidado de não chutar o portão do vizinho. Perguntei que estória era aquela. Ele se reservou ao direito de não mencionar o nome do advogado, mas disse que havia recebido a reclamação de um advogado de que o oficial de justiça Aquino havia ido na rua da casa de sua filha intimar uma pessoa que morava vizinho e não encontrando a pessoa foi até o vizinho e chutou o portão, já que chamava o vizinho e este não vinha atendê-lo. Pedi que ele abrisse uma sindicância, já que não tinha cometido tal infração e o juiz aoenas disse que eu tivesse cuidado em minhas diligências.
Outro caso interessante ocorrido comigo aqui em Mossoró foi de uma cidadã autora do processo que só assinava o mandado no escritório do advogado. Outra só assinava o mandado quando telefanava para o advogado e este a autgorizava após saber do que se trata. Segundo elas foram orientações do advogado de que só assinasse papel em sua presença ou quando entrasse em contato. Talvez fosse excesso de zelo por parte do advogado.
Um caso interessante aconteceu com uma colega. Ela deixou de intimar uma pessoa autora da ação e o juiz colocou o seu desconfiômetro em ação. Ele mesmo foi até o endereço e encontrou a cidadã. Pensou com seus botões: “ferrei a Oficiala de Justiça”. Só que há em Mossoró e certamente há pelas cidades do Brasil afora ruas em duplicidade. Era o caso. A oficiala de Justiça foi onde determinava o endereço no mandado sendo que a rua já havia mudado de nome (era Rua Machado de Assis, no Bairro Paredões que mudou para Rua Anatália de Melo Alves). A autora não informou o endereço correto, ou seja, Rua Machado de Assis, Centro. Ela colocou Paredões. O juiz se confundiu foi na Machado de Assis do Centro e encontrou a pessoa.
Outro caso interessante foi de um juiz que soltou um preso. Este estava numa cela em uma delegacia e o juiz foi para outra. Chegando na delegacia o juiz perguntou pelo preso usando apenas o apelido. Não disse o seu nome completo e nem filiação. Apresentou-se um cidadão com o mesmo apelido do preso e este foi solto. Tempos depois um oficial de justiça pegou um alvará de soltura e ao se dirigir para a delegacia o preso já havia sido solto pelo próprio juiz, enquanto o que deveria ser solto permanecia preso na outra delegacia.
São casos que um juiz deve levar em consideração quando devidamente provocado. Quando verificamos juízes ou desembargadores sendo pegos na venda de sentença temos que ponderar. Talvez eles queiram se aposentar mais cedo e cometem o ilícito com o fito de se aposentarem compulsoriamente. Um político com a finalidade de sair de um partido, às vezes comete ilícito com a finalidade de ser expulso ou não tendo mais vontade de ser candidato comete ilícito para passar oito anos inelegível.
Cada caso é um caso e como tal deve ser analisado.
Cordiais saudações
AQUINO.
Dezembro 12th, 2009 às 8:38 am
Retorno para contar mais três casos.
1º - Certa vez recebi precatória da Comarca de Natal em que vinha no endereço apenas o número da casa e o bairro.
Devolvi por insuficiência de endereço, mas houve colega que queria que fosse nas mais de 60 ruas do bairro procurar pelo número 25 para ver se encontrava a pessoa.
2º - Recebi de uma juíza certa vez reclamação de que havia devolvido um mandado por insuficiência de endereço (havia faltado o número). Ela então me indagou:
- O Senhor devolve assim o mandado sem nem ir na rua?
Respondi:
- Doutora a Avenida Alberto Maranhão tem oito quilômetros de extensão. Fica difícil ir de casa em casa perguntando pelo requerido. Se tivesse pelo menos colocado o bairro, já que a avenida corta cinco bairros, ficaria mais fácil ou um ponto de referência. Melhor é a senhora intimar o autor para que este informe o número. Se não tiver número que coloque o número da frente. Se não tiver número da frente que coloque os números dos lados, ou cor da casa ou outro local onde pode ser encontrado o requerido.
Assim ela procedeu. Se fosse uma rua pequena com 5 ou 10 casas até que teria feito a diligência.
3º - Um juiz deu sentença condenando três réus sendo que um deles havia sido morto, conforme atestado de óbito apenso aos autos. Na hora de expedir os mandados de intimação o pessoal de secretaria expediu para os três o juiz assinou os três e os três foram parar na mão do oficial de justiça. Claro que não havia necessidade de intimar o réu falecido, já que constava na própria sentença o seu falecimento, mas houve colega que defendeu que o oficial de justiça deveria ir até o endereço para confirmar se o réu realmente estava morto com medo de sindicância.
Por hoje é só e me lembrar de mais estórias postarei se não for censurado.
Dezembro 12th, 2009 às 8:55 am
Gostei tanto deste blog que estou retornando para conta mais casos verídicos sem mencionar é claro as pessoas envolvidas.
Um oficial de justiça de Mossoró recebeu um mandado de intimação e ao consultar a relação de ruas verificou que esta não constava na lista. Consultou o site dos Correios e nada. Perguntou aos colegas e nenhum sabia onde ficava a rua. Procurou os Correios e nenhum carteiro sabia onde ficava aquela rua. Começou a suar e a ficar apavorado com medo de não localizar a rua e ser alvo de sindicância. Foi até a prefeitura e ninguém sabia que rua era aquela. Foi até a Câmara Municipal e pelos registros nenhuma rua havia sido aprovada ali com aquele nome. Foi até o bairro onde ficava a rua e “neca de pitibiriba”. Por fim resolveu ir até a secretaria verificar nos autos se algum colega havia encontrado a rua, já que se trava de uma intimação e alguém poderia ter feito a citação e para a sua surpresa assim que pegou os autos verificou que a pessoa que havia digitado o mandado colocou como nome da rua o nome da parte ré. Assim, só mesmo uma coincidência de nomes para achar o dito cujo.
Se livrou de representação.
Abril 26th, 2010 às 4:35 pm
Boa tarde,
É lamentável que servidores públicos ao procederem com desídia e negligência manchem a reputação de toda uma categoria. Há bons e maus profissionais em todas as carreiras; há oficiais de justiça empenhados e há aqueles que criminosamente certificam e dão fé à inverdades em suas certidões, asim como há juizes retos e juízes que comercializam sentenças. Concordo que, indistintamente, os desonestos devem ser punidos e até excluídos, segundo a gravidade dos seus atos.
Sou Oficiala de Justiça há pouco mais que quatro anos e jamais em minha carreira deixei de diligenciar em um endereço fornecido, jamais procedi à avaliação de um bem sem efetivamente haver localizado e vistoriado o mesmo e procedido à pesquisa de valores de mercado, apesar de não ter recebido por parte do Poder Judiciário treinamento que me habilitasse a proceder avaliações ou qualquer outro treinamento que me preparasse para as atribuições da minha função. Sai para cumprir minha primeira leva de mandados com muito medo de não saber como agir e contando apenas com conhecimento teórico, bom senso e a coloboração de profissionais mais experientes para sanar as dúvidas que iam surgindo. Conheço vários Oficiais que, como eu, tentam fazer o melhor e se preocupam com a repercussão de seu trabalho. Infelizmente, já tive em minhas mãos prova de que há Oficiais que mentem em suas certidões: em certa ocasião recebi um mandado que já havia passado nas mãos de outro colega. Este, em sua certidão disse que deixara de praticar o ato pois era impossível o acesso ao endereço declinado no mandado pois seria impossível transitar pelo local em tempo de chuva. Certificou inclusive ter feito inúmeras tentativas e devolveu o mandado sem cumpriemto por motivo de férias tendo, o mesmo sido redistribuído a mim. Saí temerosa do que iria encontrar no cumpriemento daquela ordem e qual não foi minha surpresa ao descobrir que o acesso ao endereço declinado no mandado não oferecia qualquer problema: sai da rodovia e com um mapa e poucas informações encontrei o local transitando por ruas perfeitamente asfaltadas por todo o caminho.
Assim, imagino a dificuldade que o senhor, como juiz, tem ao se deparar com profissionais sérios e outros que não são tanto assim. Com todo respeito só diria que as generalizações são injustas. A referência aos oficias de justiça como “artistas” é ofensiva aos profissionais que exercem suas funções com seriedade e honestidade. Nem todos os oficiais de justiça são desidiosos e corruptos, nem todos os juízes se corrompem em esquemas de venda de liminares e sentenças, nem todo político é desonesto. A minha esperança, que sei ser a de muitos, é que nosso sistema evolua e seja capaz de excluir os maus profissionais para que aqueles que trabalham honestamente possam prosseguir no cumprimento de suas funções sem serem apontados como bandidos, levando a má fama advinda da conduta desviada daqueles que, quero acreditar, sejam uma minoria.
A propósito, continuo curiosa em saber se ao final o senhor apurou que realmente o oficial tinha mentido em sua certidão.
Maio 24th, 2010 às 5:48 pm
Esta é a postura de alguns magistrados, que partem do princípio que o oficial de justiça é mentiroso. Se não confiava no oficial, pois que fosse pessoalmente ao local e não mandado um motorista de táxi, isso um absurdo jurídico, excelência. Oficial de justiça não é detetive particular, se disseram que mudou-se, então certificará que mudou-se.
Maio 24th, 2010 às 11:21 pm
<p>Poxa, Ana Regina, se eu imaginasse que vc iria escrever neste post depois de tanto tempo guardaria para lhe mostrar o Diário Eletrônico que publicou punição para esse mesmo oficial de justiça, devido a uma “pilantragem” noutro processo, com outro magistrado.<br />
Mas se vc quiser questão de ver, eu pesquiso pra vc.<br />
Abraços.</p>