Que todo réu é culpado até prova em contrário;

Que, sendo culpado, falta-lhe sempre um mínimo de razão;

Que, sendo culpado, sua pena é sempre justa;

Que existem matérias de exclusivo interesse da defesa;

Que acusar bem é acusar implacavelmente;

Que é preferível condenar um inocente a absolver um culpado;

Que as provas a favor da acusação são sempre confiáveis e mendazes as da defesa;

Que só os argumentos das partes são relevantes;

Que os casos rumorosos são os mais importantes;

Que os advogados são seus inimigos;

Que se deve fazer afirmações categóricas mesmo quando se tem muitas dúvidas;

Que se deve contabilizar as condenações como vitórias e as absolvições como derrotas.

Autoria do Procurador da República Paulo Queiroz. Surrupiado por mim do Blog Promotor de Justiça.

31 Respostas para “Preconceitos que um Promotor de Justiça deve evitar”

  1. Walbert diz:

    Muito bom o seu blog, parabéns!

  2. Ricardo Leony diz:

    Um belo conselho para muitos promotores que têm a sina de achar que o trabalho deles não está caldado na resolução da justiça mas sim no ato de condenar e incriminar perfeitamente…

  3. Sheyla diz:

    Concordo plenamente!

  4. Jony Cristovam de Santana diz:

    parabéns Dr. Ex°. Zamith,gosto muito dos textos que o Sr. escreve no seu blog e isso mim ajuda no meus aprendizados jurídicos.

    SÓ JESUS SALVA.

    :)

  5. Anônimo diz:

    Boa noite Dr. Zamith! Gosto muito dos textos que o Sr. escreve, acesso praticamente todos os dias, já virou um hábito. Parabéns!!! Todos os dias aprendo algo novo e aproveito para enriquecer o meu vocabulário.

  6. Annie diz:

    Por que deveria ser mero acusador ao invés de promover a justiça? Excelente texto. Abraços!

  7. Aline Andrade diz:

    Que existem matérias de exclusivo interesse da defesa.

    A respeito deste conselho posso dizer que muito promotores fazem isso e esqueçem que além de acusadores são fiscais da lei.

    Muitos dos outros preconceitos também devem ser extirpados pelos juízes que, seguramente, os têm.

    Visitar o seu blog também se tornou para mim um hábito diário e apesar de morar em Manaus eu o descobri por acaso …visitando um outro blog. Abraços!

  8. Aline Andrade diz:

    Dr,

    Eu recebi esse e-mail ontem… e o achei interessante. Como eu não sei o seu endereço eletrônico eu vou postá-lo aqui mesmo no blog. Depois o senhor o apaga, ok?!

    Pontue a sua vida

    Um professor de Direito Civil dizia o seguinte:

    Toda história tem quatro verdades.

    1 - A verdade do seu cliente, que você irá defender.

    2 - A verdade da outra parte, que o outro advogado irá defender.

    3 - A verdade do juiz, que a terá com base no que os advogados conseguiram convencê-lo, e perpetuará ( sentença ).

    4 - A verdade verdadeira, o que realmente aconteceu de fato!!!!!!!! !

    Resultado:

    A verdade está em acreditar naquilo que julgamos ser verdade, e cada indivíduo tem a sua, com base no seu caráter, educação e meio no qual vive.

    Pontue a sua vida!

    Um homem rico estava muito mal, agonizando.

    Pediu papel e caneta. Escreveu assim:

    “Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.”

    Morreu antes de fazer a pontuação.

    A quem deixava ele a fortuna?

    Eram quatro concorrentes.

    1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:

    Deixo meus bens à minha irmã? Não!

    A meu sobrinho.

    Jamais será paga a conta do padeiro.

    Nada dou aos pobres.

    2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:

    Deixo meus bens à minha irmã.

    Não a meu sobrinho.

    Jamais será paga a conta do padeiro.

    Nada dou aos pobres.

    3) O padeiro pediu cópia do original.

    Puxou a brasa pra sardinha dele:

    Deixo meus bens à minha irmã? Não!

    A meu sobrinho? Jamais!

    Será paga a conta do padeiro.

    Nada dou aos pobres.

    4) Aí, chegaram os descamisados da cidade.

    Um deles, sabido, fez esta interpretação:

    Deixo meus bens à minha irmã? Não!

    A meu sobrinho? Jamais!

    Será paga a conta do padeiro? Nada!

    Dou aos pobres.

    Moral da história:

    Assim é a vida.

    Pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras.

    Nós é que colocamos os pontos.

    E isso faz toda a diferença.

    Pontue corretamente sua vida, para não dar margem a erros de interpretação.

  9. Carlos Zamith Junior diz:

    Olá, Aline, aproveitando o seu gancho, eu tenho ressaltar a dádiva que Deus permitiu em minha vida profissional, que é a de trabalhar com Promotores que honram os mandamentos acima.
    Começando pelo Vincentinho, primeiro Promotor com quem trabalhei em Sao Paulo de Olivença, passando pelo João Holanda e agora com a Lorena Verçosa.
    Eu sou mesmo um privilegiado.
    Abraços.

  10. Luana diz:

    Aaaaaaahhhh, e os preconceitos que os juízes devem evitar?!?

    Vc pode postar aqui, qualquer dia desses?

    Abraço!

  11. Raphael Fernandes diz:

    Espetacular, tanto as palavras do emérito Dr. Paulo Queiroz (Procurador Regional da República da 1ª Região, que, por sorte, residimos na mesma cidade - Brasília/DF), quanto as demais lançadas pelo senhor (Dr. Carlos Zamith) e os outros frequentadores do blog. É triste nos depararmos com promotores que buscam não a verdade, mas única e exclusivamente a condenação, ainda que revestida de injustiça. Saudações a todos!

  12. kramer diz:

    Piada de júril:
    Esta piada é velha. Mas hoje recebi novamente de uma colega.
    Repasso.
    Pode alguém não estar lembrado dela.
    Um Forte abraço ao Dr. Zamith, e aos demais amigos que escrevem no seu renomado blog, o blog da comunidade jurídica brasileira.

    NÃO BASTA TER UM BOM ADVOGADO

    Um réu estava sendo julgado por assassinato na Inglaterra.
    Haviam fortes evidências sobre a sua culpa, mas o cadáver não aparecera.
    Quase no final da sua sustentação oral, o advogado, temeroso de que seu cliente fosse condenado, recorreu a um truque:
    “Senhoras e senhores do júri, eu tenho uma surpresa para todos vocês “,
    Disse o advogado, olhando para o seu relógio.
    “Dentro de um minuto, a pessoa presumivelmente assassinada, neste caso, vai entrar neste Tribunal.”
    E olhou para a porta.
    Os jurados, surpresos, também ansiosos, ficaram olhando para a porta.
    Um minuto passou.
    Nada aconteceu.
    O advogado, então, completou:
    “Realmente, eu falei e todos vocês olharam com expectativa.
    Portanto, ficou claro que vocês têm dúvida neste caso, se alguém realmente foi morto;
    Por isso insisto para que vocês considerem o meu cliente inocente.
    Os jurados, visivelmente surpresos , retiraram-se para a decisão final”.
    Alguns minutos depois, o júri voltou e pronunciou o veredicto: -
    ” Culpado!”
    “Mas como ? ” perguntou o advogado…
    “Vocês estavam em dúvida, eu vi todos vocês olharem fixamente para a porta ! ”
    E o Juiz esclareceu:
    “Sim, todos nós olhamos para a porta, mas o seu cliente não…”

    MORAL DA HISTÓRIA:
    “Não basta ter um bom advogado, o cliente tem de colaborar”.

  13. João Guimarães diz:

    Realmente, meu nobre Magistrado e amigo, temos que ter bastante cuidado com algumas doenças que afetam grandemente os nossos meios, como por exemplo: a “Promotorite”, a “Juizite”, a “Advogadite” dentre outras. O que é bom, é sabermos que existem profissionais como o nobre amigo Magistrado. PARABÉNS e um grande abraço

  14. Carlos Zamith Junior diz:

    Meu caro João Guimarães,, prazer em vê-lo por aqui. E que injustiça eu comiti ao omitir seu nome na lista dos com que eu tive o privilégio de trabalhar (embora por por curto período de tempo).
    Abraço fraterno.

  15. Átila Affonso diz:

    É verdade Sr. João Guimarães, além do Juizite, já foi detectado o Advogadite, ele ataca aqueles advogados que trabalham para grandes empresas e figurões do governo; eles se acham mais competentes e espertos do que aqueles que advogam para o reclamante, ou a plebe em geral, tais como os criminalistas.

    Mas o bom disso tudo, é que existem Juizes que não se vergam aos poderesos, aí a briga fica boa, de igual para igual, e o virus que contamina o Advogadite é esquecido, ele fica piano, na maior humildade. OK!

  16. Lorena Verçosa diz:

    Caro amigo, (sei que posso trata-lo assim). Fiquei feliz em saber que faço parte do grupo de Promotores com os quais você teve e tem o privilégio de trabalhar. Concordo plenamente com o texto “Preconceitos que um Promotor de Justiça deve evitar” e acho que todos nós, Promotores, devemos nos abster dos males que a vaidade exegerada por ocuparmos tal cargo pode provocar. Um grande abraço.

  17. jordnya diz:

    Adorei seu blog…e sonho e lutarei sempre para me tornar uma PROMOTORA DE JUSTIÇA!
    ABRAÇOS!

  18. JORDÂNYA RAFAELLY PEREIRA DA SILVA.... diz:

    Deus me ajudará….a realizar meu sonho em ser promotora!
    E cncerteza ainda nos conheceremos…para tratar-mos de assuntos sobre a JUSTIÇA …que é oque eu AMO!
    abraços!
    04/08/09

  19. Daniel Serra Azul Guimarães diz:

    Excelente o “post”! Como também conheço o outro lado da moeda, faço algumas observações aos juízes, embora para a grande maioria deles isto seja desnecessário:

    Que após prova em contrário, o réu é, sim, culpado (e prova em contrário não precisa ser nota fiscal de droga adquirida, confissão de má fé registrada em cartório ou coisa que o valha…).

    Que nem tudo o que se faz em defesa de um criminoso é inspirado pela boa-fé.

    Que a pena deve ser proporcional ao crime e à conduta de vida do criminoso, sendo afrontosa à ordem jurídica a banalização da pena mínima e de penas aviltantes ao Estado como a entrega de cestas básicas.

    Que chicanas existem (sinto desiludir alguns incautos) e são, por óbvio, de exclusivo interesse da defesa;

    Que julgar bem não é ser, implacavelmente, cético com relação ao Ministério Público, nem desprezar seu caráter imparcial e sua função de fiscal da lei;

    Que é preferível absolver um culpado a fazer uma instrução mais trabalhosa e uma análise mais acurada da prova;

    Que as provas a favor da defesa (parte interessada) são sempre tão confiáveis quanto às do Ministério Público (fiscal da lei ou parte imparcial, na expressão de Calamandrei);

    Que só os argumentos das partes são relevantes;

    Que os casos rumorosos não devem ser tratados com desprezo, por não serem mais importantes que os outros;

    Que os advogados são todos acima de qualquer suspeita;

    Que se deve ter muitas dúvidas mesmo quando a verdade é evidente;

    Que se deve contabilizar os indeferimentos de requerimentos ministeriais como vitórias, como prova de independência.

    Parabéns pelo excelente blog!

  20. Daniel Serra Azul Guimarães diz:

    corrigindo um item do comentário anterior:

    Que não são importantes só os argumentos da parte.

  21. Daniel Serra Azul Guimarães diz:

    corrigindo o comentário anterior porque comecei dizendo o que fazer e terminei dizendo o que não fazer:

    Que após prova em contrário, o réu é, sim, culpado (e prova em contrário não precisa ser nota fiscal de droga adquirida, confissão de má fé registrada em cartório ou coisa que o valha…).

    Que nem tudo o que se faz em defesa de um criminoso é inspirado pela boa-fé.

    Que a pena deve ser proporcional ao crime e à conduta de vida do criminoso, sendo afrontosa à ordem jurídica a banalização da pena mínima e de penas aviltantes ao Estado como a entrega de cestas básicas.

    Que chicanas existem (sinto desiludir alguns incautos) e são, por óbvio, de exclusivo interesse da defesa;

    Que julgar bem não é ser, implacavelmente, cético com relação ao Ministério Público, nem desprezar seu caráter imparcial e sua função de fiscal da lei;

    Que não é preferível absolver um culpado a fazer uma instrução mais trabalhosa e uma análise mais acurada da prova;

    Que as provas a favor da defesa (parte interessada) não são sempre tão confiáveis quanto às do Ministério Público (fiscal da lei ou parte imparcial, na expressão de Calamandrei);

    Que não são relevantes só os argumentos das partes;

    Que os casos rumorosos não devem ser tratados com desprezo, por não serem mais importantes que os outros;

    Que os advogados não são todos acima de qualquer suspeita;

    Que não se deve ter muitas dúvidas mesmo quando a verdade é evidente;

    Que não se deve contabilizar os indeferimentos de requerimentos ministeriais como vitórias, como prova de independência.

  22. Giuliana Cecchettini diz:

    Senhor Juiz,
    Com todo o respeito, este é um caso interessante para verificar a atuação imparcial desse promotor de justiça.
    Respeitosamente,
    À disposição para maiores esclarecimentos.
    Giuliana Cecchettini

  23. Toinho diz:

    Poucos promotores pensam assim, a maioria age como acusadores profissionais!

  24. giulana cecchettini diz:

    A função ministerial deve ser exercida por promotores de justiça, e, estes devem, especialmente observar um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, insculpido na CF de 88, a DIGNIDADE DA PESSOA. Tornam-se perseguidores e não promotores!

  25. samuel luis dos santos diz:

    gosto da justiça quando nao tem injustiça,vou cursar direito pretendo atuar no ministerio publico,de sao paulo por que moro aqui ou no ceara fortaleza,quero e vou ser promotor de justiça mas a questao e adororaria pegar peixe grande por isso vou optar pela luta contra os crimes tributarios,ou seja nossos governantes,lavagem de dinheiro publico,desvio de verbas,sonegaçao fiscal,no brasil a corrupçao ja esta entranhada,nos congressos nacionais,em prefeituras,cameras,entre outros.

  26. giulana cecchettini diz:

    assino com nome completo e não estudo para magistratura. faça o mesmo felipe, se vc tem certeza do que diz.

  27. Beatriz Lima diz:

    É realmente incrível como a certeza da impunidade reina na nossa sociedade. A digníssima Sra., diante de todos os últimos fatos sente-se a vontade para questionar o nobre promotor Daniel Serra Azul Guimarães dessa maneira? Os municípes de Franco da Rocha esperam que o trabalho eficiente deste promotor prossiga e que os culpados sejam realmente punidos.

  28. Rodrigo Hernandez diz:

    Deveriam ter mais cuidado antes de colocar o nome das pessoas em público.
    Naum to defendendo, nem acusando, mas todos tem direito a defesa até que se prove o contrário.
    Jogar o nome na lama é fácil, difícil é depois recuperar a imagem abalada!! Já passei por isso!!!

  29. Carlos Zamith Junior diz:

    Encerrada a guerrinha particular dos paulistas. Ao menos aqui.

  30. Giuliana Cecchettini diz:

    Com certeza a impunidade não poderá reinar, porque se o nobre promotor não provar suas acusações, feitas antes de regular procedimento, deverá responder por sua “pavonice” e exposição aos jornais de oposição. A guerrinha particular dos paulistas, de minha parte, termina aqui. Vamos aguardar o final dessa estória midiática.

  31. flavia sabrina diz:

    adorei seus conselhos

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