Este post foi postado Sábado, 25 de Abril de 2009 às 10:04 am e está em Humor. Você pode verificar qualquer resposta a este post através do feed RSS 2.0.
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Perfeito o comentário de Rui Nogueira no Estadão. E que coisa, hein, até o Lula (!) já percebeu o que está por trás (ou pela fente) do comportamento destrambelhado do “oprimido” JB:
“Ó Joaquim, pára de se sentir vítima porque tu fostes o primeiro negro a chegar ao STF”
Por Rui Nogueira, no Estadão, 24 de abril de 2009
O maior dos problemas do ministro Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal não é de relacionamento pessoal, apesar das palavras usadas no bate-boca com o presidente da corte, Gilmar Mendes. Oriundo do Ministério Público, Barbosa não gosta que o Judiciário conteste as ações dos procuradores e da Polícia Federal e acha que o STF é uma corte de “proteção dos ricos”.
Mendes, Cezar Peluso, Carlos Alberto Direito, Eros Grau, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowsky e Cármen Lúcia formam uma maioria absoluta que isolou Barbosa ao adotar uma linha em defesa dos direitos individuais e contra a ideia de que a PF e o Ministério Público podem investigar e processar à vontade, mesmo atropelando a lei, em nome de uma “ação justiceira contra os ricos, empresários e poderosos em geral”. A ação do STF, comandada por Mendes, tem combatido, por exemplo, o que a maioria dos ministros considera “decisões abusivas” na decretação de prisões preventivas e temporárias, nas operações da PF.
Bananas
O bate-boca de quarta-feira explicitou a divisão dentro do STF e o verdadeiro conflito: a existência de um juiz disposto a exercer o ofício com base no chamado clamor popular. Para a maioria dos ministros, Barbosa reafirmou essa posição ao dizer a Mendes que ele não está em sintonia com as ruas, devendo, portanto, se pautar pelo sentimento popular.
Numa sessão de turma, longe das câmeras da TV Justiça, Barbosa teve um dos mais sérios embates com Eros Grau. Ao criticar a concessão de um habeas corpus para o advogado Arnaldo Malheiros, que atua na defesa do banqueiro Edmar Cid Ferreira, do Banco Santos, Barbosa disse que a decisão fazia do Brasil uma “república de bananas”. O advogado havia tido o e-mail dele violado. A expressão irritou o ministro Eros Grau, que também naquela ocasião bateu boca com o colega.
Barbosa se sente desprestigiado e desrespeitado e queixa-se frequentemente de perseguição e da maneira como é tratado pelos colegas da corte, e não apenas por Mendes. O assunto chegou a ser discutido, de maneira descontraída, em um jantar na casa de Eros Grau, na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Brincando, Lula virou-se para Barbosa e disse: “Ó Joaquim, tu tens de superar essa mania de perseguição. Bola pra frente e para de se sentir vítima porque tu fostes o primeiro negro a chegar lá (ao STF). Eu só tenho quatro dedos, não tenho diploma universitário e não sou perseguido.”
O ministro é visto pelos colegas mais como um “procurador” e menos como um “jurista”. Por isso se irrita sempre que é contestado e tem os erros conceituais expostos.
O Min. Joaquim Barbosa é autêntico e dou total apoio a ele.
E comentários a parte, o Barbosa deve se “garantir” porque quem teve a oportunidade de ve-lo pessoalmente sabe que ele é grande!
Até comentei com o meu parceiro de blog que gostaria mesmo é que eles fossem as vias de fato para ver quem terminaria de pé, mas acho que o ministro Joaquim Barbosa anda muito doente, pois se ausentou do STF para tratamento médico em São Paulo, não seria uma luta justa. De qualquer forma se fosse para apostar em um dos dois acho que iria com o Gilmar Mendes, pois com sua magnânima cara de pau, dificilmente o ministro Joaquim conseguiria infligir algum dano, provavelmente quebraria a mão.
O ministro Joaquim Barbosa verbalizou o sentimento de repulsa ao comportamento do Gilmar Mendes.
São muitas as pessoas que concordam com o ministro Joaquim Barbosa (basta dar uma olhada no link de apoio à manifestação do ministro neste episódio (http://www.ipetitions.com/petition/credibilidade_judiciario/index.html).
Afinal soltar o bandido Daniel Dantas por 2 vezes ou ser dono de um Instituto que mantém contratos com o poder público, não é o que se espera de um ministro do Supremo.
O Ministro Joaquim Barbosa além de estar isolado entre os seus pares tem agora que se defender das ironias do Ministro Gilmar Mendes???
Por favor, o ringue não se instalou agora.
Já vem de tempos.E não é mania d eperseguição, não.
É perseguição pura!!!
Que vergonha para o país, ver seus ministros brigando como meninos de calças curtas.E sabendo que estão sendo filmados.
Se o Ministro Gilmar Mendes continuar com sua soberba fatalmente vai ser agredido nas ruas.
O povo quer e exige humildade e respeito de seus representantes.
Para o CARLOS: Se “o ministro Joaquim Barbosa verbalizou o sentimento de repulsa ao comportamento do Gilmar Mendes (…) ao soltar por duas vezes o bandido Daniel Dantas (…)”, vale dizer, se Barbosa gosta mesmo da voz rouca das ruas, deveria ter negado o HC que concedeu ainda recentemente a Daniel Dantas, no seu último depoimento à CPI, o que permitiu ao “banqueiro bandido” (Protógenes disse) ficar de boca fechada quando lhe era conveniente. E Barbosa concedeu o HC a Daniel Dantas por quê? Porque era legal. Como legais eram os HC concedidos ao banqueiro por Gilmar, o que sabem quaisquer juristas, advogados ou juízes que não estejam movidos por simples espírito de porco, digo, de corpo. Barbosa sabe que Gilmar agiu dentro da lei e lhe seguiu os passos (ou será que Barbosa foi ameaçado por capangas do Mato Grosso?).
Ademais, se todos os ministros presentes à sessão plenária do STF apoiaram Gilmar, inclusive quanto à atuação institucional, significa que quem está destruindo a Justiça é o ofensor, o ministro Barbosa. Deste fato que o episódio não deve ser analisado isoladamente. De há muito, o estado policialesco (leiam-se delegados e promotores sem qualquer controle, apoiados por juízes justiceiros) tenta fazer letra morta direitos e garantias individuais estabelecidos na Constituição.
Barbosa, ao fazer a acusação que fez, um ataque boçal, injustificado, que apenas reproduz o que anda na boca do submundo, na escória do jornalismo, da justiça e da política, repercutindo aliás revista petralha, canalha que hoje como sempre quer desmoralizar aqueles que considera seus adversários, Barbosa nada mais fez do que ecoar mais uma tentativa de emparedar o Poder Judiciário, isso quando o Executivo tem feito o que bem entende no país e o Poder Legislativo enfrenta aquela que talvez seja a pior crise de sua história.
Para a CARMEM: O temperamento de Barbosa parece amiúde impróprio para consumo humano. E isso nada tem a ver com a sua origem. Menos ainda com pretensa humildade. Barbosa deve as esporas, digo, a toga, a uma indicação de Lula. Está no STF há seis anos. Dá expediente também no TSE. Tornou-se um colecionador de desafetos. Na ponta do tapa, digo, do lápis, já se indispôs com seis colegas. No STF: Gilmar, Marco Aurélio, Eros Grau e Celso de Mello. No TSE: Felix Fischer e Arnaldo Versiani. Assim, o barraco supremo com o ministro Gilmar é apenas mais um na vida do ministro Barbosa.
Em 2008, Barbosa xingou o ministro Eros Grau, 68 anos, de “velho caquético”, e chamou-o para a briga, sendo contido. Grau, lembrando um boletim de ocorrência registrado pela então mulher de Barbosa, Marileuza (por ele espancanda, quando do término do casamento), foi duro: “Para quem batia na mulher, não seria nada estranho que batesse num velho também”.
Barbosa acusou o ministro Marco Aurélio de ter julgado um processo que, a seu ver, lhe caberia. Marco Aurélio desafiou-o “para resolver o assunto fora da Corte, na rua”, mas foi contido. Representou contra Barbosa, e o então presidente do STF, ministro Nelson Jobim, sem tomar outras providências, deu razão a Marco Aurélio.
O ministro aposentado Maurício Correia perguntou ao ministro Barbosa quando poria em pauta um processo que mantinha parado há quase um ano. Barbosa acusou-o publicamente de tráfico de influência. Correia interpelou judicialmente o ministro Joaquim Barbosa, que preferiu retratar-se”. Quando eu digo que o cara é destrambelhado…
E Barbosa fica no STF até 2024, quer dizer, ninguém perde ainda por esperar.
Abril 25th, 2009 às 11:21 am
Perfeito o comentário de Rui Nogueira no Estadão. E que coisa, hein, até o Lula (!) já percebeu o que está por trás (ou pela fente) do comportamento destrambelhado do “oprimido” JB:
“Ó Joaquim, pára de se sentir vítima porque tu fostes o primeiro negro a chegar ao STF”
Por Rui Nogueira, no Estadão, 24 de abril de 2009
O maior dos problemas do ministro Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal não é de relacionamento pessoal, apesar das palavras usadas no bate-boca com o presidente da corte, Gilmar Mendes. Oriundo do Ministério Público, Barbosa não gosta que o Judiciário conteste as ações dos procuradores e da Polícia Federal e acha que o STF é uma corte de “proteção dos ricos”.
Mendes, Cezar Peluso, Carlos Alberto Direito, Eros Grau, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowsky e Cármen Lúcia formam uma maioria absoluta que isolou Barbosa ao adotar uma linha em defesa dos direitos individuais e contra a ideia de que a PF e o Ministério Público podem investigar e processar à vontade, mesmo atropelando a lei, em nome de uma “ação justiceira contra os ricos, empresários e poderosos em geral”. A ação do STF, comandada por Mendes, tem combatido, por exemplo, o que a maioria dos ministros considera “decisões abusivas” na decretação de prisões preventivas e temporárias, nas operações da PF.
Bananas
O bate-boca de quarta-feira explicitou a divisão dentro do STF e o verdadeiro conflito: a existência de um juiz disposto a exercer o ofício com base no chamado clamor popular. Para a maioria dos ministros, Barbosa reafirmou essa posição ao dizer a Mendes que ele não está em sintonia com as ruas, devendo, portanto, se pautar pelo sentimento popular.
Numa sessão de turma, longe das câmeras da TV Justiça, Barbosa teve um dos mais sérios embates com Eros Grau. Ao criticar a concessão de um habeas corpus para o advogado Arnaldo Malheiros, que atua na defesa do banqueiro Edmar Cid Ferreira, do Banco Santos, Barbosa disse que a decisão fazia do Brasil uma “república de bananas”. O advogado havia tido o e-mail dele violado. A expressão irritou o ministro Eros Grau, que também naquela ocasião bateu boca com o colega.
Barbosa se sente desprestigiado e desrespeitado e queixa-se frequentemente de perseguição e da maneira como é tratado pelos colegas da corte, e não apenas por Mendes. O assunto chegou a ser discutido, de maneira descontraída, em um jantar na casa de Eros Grau, na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Brincando, Lula virou-se para Barbosa e disse: “Ó Joaquim, tu tens de superar essa mania de perseguição. Bola pra frente e para de se sentir vítima porque tu fostes o primeiro negro a chegar lá (ao STF). Eu só tenho quatro dedos, não tenho diploma universitário e não sou perseguido.”
O ministro é visto pelos colegas mais como um “procurador” e menos como um “jurista”. Por isso se irrita sempre que é contestado e tem os erros conceituais expostos.
Abril 25th, 2009 às 12:07 pm
O Min. Joaquim Barbosa é autêntico e dou total apoio a ele.
E comentários a parte, o Barbosa deve se “garantir” porque quem teve a oportunidade de ve-lo pessoalmente sabe que ele é grande!
Abril 25th, 2009 às 2:04 pm
Até comentei com o meu parceiro de blog que gostaria mesmo é que eles fossem as vias de fato para ver quem terminaria de pé, mas acho que o ministro Joaquim Barbosa anda muito doente, pois se ausentou do STF para tratamento médico em São Paulo, não seria uma luta justa. De qualquer forma se fosse para apostar em um dos dois acho que iria com o Gilmar Mendes, pois com sua magnânima cara de pau, dificilmente o ministro Joaquim conseguiria infligir algum dano, provavelmente quebraria a mão.
Abril 26th, 2009 às 12:00 am
O ministro Joaquim Barbosa verbalizou o sentimento de repulsa ao comportamento do Gilmar Mendes.
São muitas as pessoas que concordam com o ministro Joaquim Barbosa (basta dar uma olhada no link de apoio à manifestação do ministro neste episódio (http://www.ipetitions.com/petition/credibilidade_judiciario/index.html).
Afinal soltar o bandido Daniel Dantas por 2 vezes ou ser dono de um Instituto que mantém contratos com o poder público, não é o que se espera de um ministro do Supremo.
Abril 26th, 2009 às 12:40 am
O Ministro Joaquim Barbosa além de estar isolado entre os seus pares tem agora que se defender das ironias do Ministro Gilmar Mendes???
Por favor, o ringue não se instalou agora.
Já vem de tempos.E não é mania d eperseguição, não.
É perseguição pura!!!
Que vergonha para o país, ver seus ministros brigando como meninos de calças curtas.E sabendo que estão sendo filmados.
Se o Ministro Gilmar Mendes continuar com sua soberba fatalmente vai ser agredido nas ruas.
O povo quer e exige humildade e respeito de seus representantes.
Abril 26th, 2009 às 9:55 am
Para o CARLOS: Se “o ministro Joaquim Barbosa verbalizou o sentimento de repulsa ao comportamento do Gilmar Mendes (…) ao soltar por duas vezes o bandido Daniel Dantas (…)”, vale dizer, se Barbosa gosta mesmo da voz rouca das ruas, deveria ter negado o HC que concedeu ainda recentemente a Daniel Dantas, no seu último depoimento à CPI, o que permitiu ao “banqueiro bandido” (Protógenes disse) ficar de boca fechada quando lhe era conveniente. E Barbosa concedeu o HC a Daniel Dantas por quê? Porque era legal. Como legais eram os HC concedidos ao banqueiro por Gilmar, o que sabem quaisquer juristas, advogados ou juízes que não estejam movidos por simples espírito de porco, digo, de corpo. Barbosa sabe que Gilmar agiu dentro da lei e lhe seguiu os passos (ou será que Barbosa foi ameaçado por capangas do Mato Grosso?).
Ademais, se todos os ministros presentes à sessão plenária do STF apoiaram Gilmar, inclusive quanto à atuação institucional, significa que quem está destruindo a Justiça é o ofensor, o ministro Barbosa. Deste fato que o episódio não deve ser analisado isoladamente. De há muito, o estado policialesco (leiam-se delegados e promotores sem qualquer controle, apoiados por juízes justiceiros) tenta fazer letra morta direitos e garantias individuais estabelecidos na Constituição.
Barbosa, ao fazer a acusação que fez, um ataque boçal, injustificado, que apenas reproduz o que anda na boca do submundo, na escória do jornalismo, da justiça e da política, repercutindo aliás revista petralha, canalha que hoje como sempre quer desmoralizar aqueles que considera seus adversários, Barbosa nada mais fez do que ecoar mais uma tentativa de emparedar o Poder Judiciário, isso quando o Executivo tem feito o que bem entende no país e o Poder Legislativo enfrenta aquela que talvez seja a pior crise de sua história.
Para a CARMEM: O temperamento de Barbosa parece amiúde impróprio para consumo humano. E isso nada tem a ver com a sua origem. Menos ainda com pretensa humildade. Barbosa deve as esporas, digo, a toga, a uma indicação de Lula. Está no STF há seis anos. Dá expediente também no TSE. Tornou-se um colecionador de desafetos. Na ponta do tapa, digo, do lápis, já se indispôs com seis colegas. No STF: Gilmar, Marco Aurélio, Eros Grau e Celso de Mello. No TSE: Felix Fischer e Arnaldo Versiani. Assim, o barraco supremo com o ministro Gilmar é apenas mais um na vida do ministro Barbosa.
Em 2008, Barbosa xingou o ministro Eros Grau, 68 anos, de “velho caquético”, e chamou-o para a briga, sendo contido. Grau, lembrando um boletim de ocorrência registrado pela então mulher de Barbosa, Marileuza (por ele espancanda, quando do término do casamento), foi duro: “Para quem batia na mulher, não seria nada estranho que batesse num velho também”.
Barbosa acusou o ministro Marco Aurélio de ter julgado um processo que, a seu ver, lhe caberia. Marco Aurélio desafiou-o “para resolver o assunto fora da Corte, na rua”, mas foi contido. Representou contra Barbosa, e o então presidente do STF, ministro Nelson Jobim, sem tomar outras providências, deu razão a Marco Aurélio.
O ministro aposentado Maurício Correia perguntou ao ministro Barbosa quando poria em pauta um processo que mantinha parado há quase um ano. Barbosa acusou-o publicamente de tráfico de influência. Correia interpelou judicialmente o ministro Joaquim Barbosa, que preferiu retratar-se”. Quando eu digo que o cara é destrambelhado…
E Barbosa fica no STF até 2024, quer dizer, ninguém perde ainda por esperar.
Abril 27th, 2009 às 8:21 pm
Revistas da estirpe da Veja é que representam o mais alto escalão do jornalismo, não é? Poupe-nos…
Ninguém perde por esperar também o que vai ocorrer com o ministro Gilmar Dantas, digo, Gilmar Mendes, que nos tenta implantar um estado judicialesco.
Vamos que vamos!