Cliente da UNIMED aponta falha na prestação do serviço
Postado por: Carlos Zamith Junior em Cotidiano“Zamith, gostaria de que você publicasse essa matéria para que outras pessoas não sofram na pele o que eu sofri, e por tratar-se de utilidade pública.
O absurdo já está acontecendo, vamos aos fatos:
Nesta sexta-feira, precisamente às 17:00 saí de minha casa às pressas para levar meu filho à UNIMED INFANTIL, situada à Av. Constatino Nery, antiga Maternidade São José. Meu filho de apenas 1 ano e oito meses, tinha levado uma queda e havia batido a cabeça, precisava de um atendimento de urgência cirúrgico.
Ao chegar no Pronto Socorro Infantil da UNIMED, me deparo com o absurdo, dito pela atendente de triagem, que aquele Hospital Infantil não poderia resolver o caso do meu filho, por não dispor, naquele dia, de nenhum cirurgião plantonista em seu quadro médico e deu-me como opção, o Pronto Atendimento da UNIMED situado à antiga rua Belém, pois lá eles já sabiam da carência médica naquele hospital. Com muita insistência, conseguimos que ele fosse assistido por uma médica pediatra ( não guardei o seu nome) para pré-avaliação do quadro do meu filho.
A médica, muito grossa por sinal, mal olhou o meu filho, nem sequer pegou nele, e já foi dizendo o que já sabíamos, ou seja, que a criança era caso de um cirurgião.Mas não ficou barato, pois respondi à altura.
O que aconteceu me parece ser rotina naquele pronto atendimento, e olha que não era altas horas da madrugada não hein! Atentem para o horário: 17:00 de uma sexta-feira como outra qualquer. Não ter um cirurgião em um Pronto Atendimento Infantil de um hospital UNIMED, é o cúmulo do absurdo!!! É como se você fosse à uma Drogaria de grande porte da cidade, que gasta horrores em mídia televisiva, e ao chegar lá, não encontrasse medicamento. Somente ovos de páscoa, refrigerantes, biscoitos, enfim dudo que uma boa loja de conveniência pode ter, menos é claro, o remédio. É por aí , meus caros leitores.
Sem ter o que fazer, a única opção naquele momento era enfrentar novamente o caótico trânsito desta cidade, em meio ao meu filho chorando e sangrando dentro do carro, e dirigir-me ao Pronto Atendimento da UNIMED situado à rua Prof°. Maciano Armond (não sei se é assim que se escreve, pois aqui em Manaus é comum as ruas não terem placas nominativas.)
Ao chegar lá, outra confusão, pois a atendente ao ver a criança e sem saber de nada, queria a todo custo que eu voltasse para o Pronto Socorro Infantil, afirmando que ali não atendia crianças. E quando retruquei dizendo que já vínhamos de lá por não ter nenhum cirurgião plantonista, ela não acreditou. Foi aí que o instinto de pai falou mais alto, e disse a ela que o meu filho tinha que ser atendido ali de qualquer jeito, e que se houvesse alguma restrição, eu ligaria do meu celular para o Diretor Geral da UNIMED, e citei o nome dele . Após alguns minutos de silêncio a atendente encaminhou-me ao cirurgião plantonista, Dr. Márcio Kzam, que prontamente nos atendeu muitíssimo bem, tranqüilizando-nos, e conversando com o meu filho o tempo inteiro. Nota 10 para esse médico! E ele nem sabia que eu peregrinava pela UNIMED desde às 17:00 esperando um simples atendimento de urgência por um cirurgião como ele. Enfim, deu tudo certo, e o meu filho já está em casa medicado e com 03 pontos na parte frontal da cabeça.
Diante do exposto, gostaria de apelar à Câmara Municipal de Manaus através dos vereadores desta cidade que se declinam ao bom senso, à sociedade civil como toda e ao Ministério Público, para que se faça uma investigação e auditoria na UNIMED, pois além desses problemas de estrutura básica , corre a boca miúda pela cidade de que grande parte das clínicas médicas que eram conveniadas com a UNIMED não estão mais aceitando o agendamento de suas consultas médicas com o convênio da UNIMED, por estarem insatisfeitos com o valor irrisório da consulta que é repassado pela UNIMED.
Entretanto, A UNIMED gasta milhares e milhares de reais com mídia televisiva em horário nobre e vende uma imagem de que você sendo conveniado à UNIMED, você está tranqüilo e seguro.
Na realidade as coisas são bem diferentes das propagandas hollywoodianas veiculadas na televisão, pois senti na própria pele o absurdo de não poder ter resolvido o problema do meu filho no hospital Infantil, que é por lei, e específico para crianças. Por força das circunstâncias, tive que levá-lo ao Pronto Atendimento Geral da UNIMED, hospital esse com altíssimo grau de risco de infecção hospitalar, por concentrar todo o atendimento de todos os cooperados e conveniados da UNIMED com a cidade de Manaus.
É lamentável que fatos como este, esteja acontecendo aos nossos olhos, e caírem na rotina como se fosse mais um caso do cotidiano mal resolvido.”
Marcelo Costa.
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Abril 7th, 2009 às 12:17 am
Excelência, para qual endereço posso enviar um e-mail?
No aguardo.
p.s.: Sou oficial de justiça no interior desta pátria Amazonas!
Sds.
Abril 7th, 2009 às 12:28 am
Olá, Marilia.
Vc pode remeter para: zamith@vivax.com.br
Abril 7th, 2009 às 12:55 am
A burocracia vem sobrepondo o interesse a preservação da vida. Infelizmente Marcelo, este não é um caso isolado, vem acontecendo não apenas nesta pretadora de serviços, mas em muitas outras, e em todo país, não apenas ai em Manaus. Negar atendimento, erro de diagnósticos bem como erro de procedimento e tratamento, acontece de forma absurda,porém o que venho questionando é a falta de profissionais capacitados, pois o que um plantonista ganha em 12 horas de plantão em um PS, ele ganha em 2 consultas em seu consultório particular, nos grandes centros. É claro q isso não justifica a má qualidade, e nem mesmo a inexistência de médicos. A questão não é tão simples, mas já que estamos falando sobre judiciário, quantos médicos se formam anualmente, e qual a demanda de pacientes por dia? Quantas isntituiçoes de ensino existiam na década de 70 oferecendo os cursos de medicina e de direito? E hoje, o número aumentou na mesma proporção?
Pois bem, sabemos que não, mas já que falei em salários, um médico do PSF (programa de saúde da família) tem ganhos médios de 8 mil mensais, o que não é um salário ruim, porém sobram vagas, pois tais profissionais nao querem trabalhar longe das capitais, e o pior com condições precárias, que não é apenas no sistema público que acontece, mas no privado também, o médico é responsabilizado por seus atendimentos, mesmo que muitas vezes possíveis erros não tenham a atençao merecida. Ocorre em minha simplórea visão uma falência do sistema de saúde, seja ele público ou privado, mas a idealização do SUS ( lei 8080/90) vem causando hj o que é classificado como turismo da saúde, que vem privilegiando alguns em detrimento de outros.
Acredito na igualdade no acesso à saúde para todos, porém é momento de analisar as questões para que um colápso seja evitado.
Abril 7th, 2009 às 11:15 am
Bom Dia…
Lí indignado a situação pela qual o Sr. Marcelo Costa passou. LAMENTÁVEL. Infelizmente a situação da Unimed aqui em Manaus é caótica é evidente a falta de estrutura e de profissionais competentes e preparados para as situações diárias, ou seja a Unimed tem milhares de clientes para a PÉSSIMA estrutura que oferece. Cadê o Ministério Público (Enrolado em tramas de morte…), o Tribunal de Justiça, a sempre subserviente Assembléia Legislativa, a CMM, enfim todos os órgãos fiscalizadores e que tem o poder de dar um basta nesta situação…. infelizmente acontece com todas as pessoas sem distinção de cor, raça e poder econômico. Cabe também uma crítica aos Magistrados que quando tem em mãos processos contra a Unimed nada fazem e dão sentenças no mínimo rídiculas contra esta empresa, duvido que se houvesse pesadas sanções a Unimed trataria os seus clientes de uma forma diferente.
Abril 7th, 2009 às 1:33 pm
Prezado Sr. Marcelo,
Apenas um comentário.
Quando ainda era um universitário, tive notícia de uma palestra sobre planos de saúde, com Desembargadores do TJSP. Claro, fiquei extremamente motivado, especialmente por todo o conhecimento jurídico possível de ser absorvido no momento em questão.
Chegando ao salão do Tribunal do Júri, onde era realizada a palestra, logo percebi que, acima das cabeças dos nobres Desembargadores, havia uma faixa da patrocinadora do evento. Não outra empresa, senão a famosa Unimed.
Mesmo que desconfiado dos rumos da palestra, a partir de então, sentei junto a meus amigos e colegas de curso.
E, logo quando dada a palavra ao primeiro Desembargador, qual não foi minha surpresa ao perceber que ele falava da impossibilidade de aplicação do Código de Defesa do Consumidor a todos os casos. Pois, segundo ele, era quebrada a relação de igualdade entre as partes e o fornecedor não poderia estar obrigado a cobrir riscos, no entender dele, absurdos.
Foi então que, eu e meus colegas, resolvemos nos retirar e irmos comemorar o conhecimento adquirido num rodízio de pizza próximo dali.
Infelizmente tais propagandas realmente nos iludem. Compramos um produto chamado “Plano de Saúde”, mas, na verdade, para as administradoras, deveria ele chamar-se “Plano de não-doença” - “mantenha-se saudável e jamais fique doente”, em vez de “ficando doente, terá recursos para tornar à boa saúde”.
Já tive um cliente que comprou um plano denominado “pleno” e, na audiência - indenizatória dos gastos sofridos após o plano negar cobertura a determinado tratamento, não excluído da cobertura -, o representante da empresa teve a coragem de dizer que “pleno”, para a empresa, era apenas o nome do produto, não correspondendo ao seu real significado no dicionário…
Ao menos o Juiz motivou-se bastante com a nova significação de palavras trazidas pelo representante e proferiu sentença em muito justa.
Abril 7th, 2009 às 4:12 pm
Dr. Carlos,
A UNIMED daqui de Manaus é um grande INSS. Não funciona.
O pior é que é paga. Não cansam de fazer anúncio para vender mais e mais planos. E o atendimento é péssimo.
Falta em Manaus concorrência. O dia é que outras prestadoras de outros lugares do país descobrirem o filão que tem por aqui, a UNIMED sentirá o baque.
Por enquanto, está solta e fazendo o que bem quer e bem entende, com profissionais mal educados e de competência discutível.
Minha solidariedade ao Sr. Marcelo.
Abril 8th, 2009 às 9:42 am
Para complementar as informações já inseridas: não adianta pagar plano de saúde que contempla a internação em apartamento, pois, quando se precisa a primeira e única informação que se recebe é: NÃO HÁ APARTAMENTO DISPONÍVEL. Ora, então, devolve o valor da mensalidade que foi paga para internação em apartamento e não em enfermaria!!
Sempre que um familiar precisou ser internado para cirurgia fui obrigada a fazer confusão, falar com assistente social, ameaçar com ação judicial, chamar a imprensa….enfim….até que surge o tão esperado e merecido apartamento.
Abril 8th, 2009 às 7:35 pm
Apenas um lembrente, o extinto INSS e hj o SUS ( que não são a mesma coisa), ambos são pagos, os tributos possuem a finalidade de manter tais serviços. o que vem lotando a mesa dos magistrados é a judicialização da saúde, em razão de matérias como a apresentada aki e tantas outras que envolvem a saúde e o direito.
Saudações
Abril 8th, 2009 às 8:26 pm
Em Manaus, envolvendo a UNIMED, isso é muito comum. No Amazonas, é público e notório que, ao contrário de outros estados, esse plano de saúde privilegia o atendimento clínico (consulta/exames), em detrimento do ambulatorial de emergência…
É por isso que vários amigos, profissionais de saúde, todos atuantes na capital amazonense, são enfáticos em aconselhar que, por incrível que pareça, em casos de URGENCIA, a melhor opção (inclusive, para clientes unimed) de atendimento (recursos técnicos, humanos e estruturais) ainda é o “Pronto Socorro 28 de Agosto”, situado na Av. Recife.
Isso não é brincadeira. Apesar de suas inúmeras deficiências, a rede oficial de saúde (PS-28), em matéria de urgência, ainda é a melhor opção.
Abril 11th, 2009 às 7:47 am
Sou usuária do plano de saúde Unimed e este fato ocorrido com a família do senhor Marcelo Costa me deixou extrememente preocupada, vez que aquela unidade de pronto atendimento, após dois anos, continua caótica. Sito a seguinte situação: Em meados de 2007 meu pai deu entrada no pronto atendimento da Unimed localizado na antiga Rua Belém precisou fazer um exame eletrocardiograma de urgência. Passaram-se DUAS horas para que o aparelho fosse disponibilizado. Acrescento que meu pai só realizou o exame porque a Dra. Cristina Balut, cardiologista, se empenhou em localizar tal aparelho. O atendimento fica a desejar, mas o boleto para o pagamento da mensalidade vem com trinta dias de antecedência.
Abril 12th, 2009 às 12:11 am
Gostaria de agradecer ao Zamith, pela gentileza e solidariedade na publicação do caso.
Agradeço também a todos que de uma forma carinhosa e gentil, e ainda que sem ao menos me conhecer, dividiram comigo essa dor e constrangimento que passei por conta deste episódio UNIMED. O Fato é que pra mim caiu a máscara da UNIMED desnudando toda essa fantasia de falsa segurança vendida através da mídia local.
Estou mais ainda preocupado, pois sei o quanto minha família, meus irmãos, meus pais, que têm o plano UNIMED estamos órfão de um sistema falido, precário e desestruturado.
O fato é real, está acontecendo diariamente, e como a Sra.Lenice Camara colocou muito bem: O Boleto vem com 30 dias de antecedência.
Concordo também com o leitor “Observador” quando diz que aqui em Manaus a UNIMED privilegia Consulta e exames em detrimento do ambulatorial e emergência. Isso fica cada mais vez mais visível.
Enfim, caros leitores, fiz minha parte, denunciei junto a agência reguadora e expus a situação aqui neste blog e também no O Malfazejo.
O pior é que quando exerço o boca-a-boca, as pessoas confirmam: “É verdade, a UNIMED sempre foi assim, e não podemos fazer nada”. Discordo! podemos sim. É só querer e ter atitude de querer mudar essa situação.
Eu já dei o start, e quero mudar essa situação. Vamos lá, todos que estão insatisfeitos com a NIMED, vamos fazer algo pra mudar isso.
Abraço a todos.
Abril 16th, 2009 às 2:18 pm
Senhor Marcelo, sinto muito pelo ocorrido com seu filho, mas essa situação da UNIMED não só ocorre em Manaus, mas creio que em todo país..sou do interior de SP, pelo menos por aqui(digo na região da cidade que moro), a população já quase não mais utiliza tal plano de saúde, sei que isso ocorre porque na minha família isso é realidade, não utilizamos tal plano, pq há tempos perdeu a qualidade(prova disso é o caso do senhor Marcelo).Enfim, a UNIMED hoje vive de fama que adquiriu em tempos atrás, infelizmente…o jeito é denunciar e não se sujeitar em ficarmos calados com situações desse tipo
Abril 16th, 2009 às 11:40 pm
Prezado Marcelo Costa, o seu relato neste blog acerca da precariedade do atendimento prestado pela UNIMED ( Pronto-Socorro Infantil), certamente, não é um caso isolado. Atualmente, encontra-se tramitando na 51a. Promotoria de Defesa do Consumidor, respectivo Procedimento Administrativo visando apurar eventuais irregularidades na prestação de serviço e os prejuízos sofridos pelos usuários do mencionado plano de saúde. Desse modo, seria relevante o seu comparecimento e de outros usuários em situação semelhante à sede administrativa do MPE.
Abril 19th, 2009 às 10:21 pm
Infelizmente hoje passei a fazer parte da lista de usuários de planos de saúde que pagam em dia suas mensalidades, julgando que terão o atendimento prometido quando precisarem. Estive hoje (19/042009) no horário vespertino, em três postos de emergência da unimed com meu filho de 15 anos, com 39,5ºC de temperatura, tosse, dor no peito, falta de ar; e nas três emergências obtive a mesma resposta: não teria atendimento porque meu plano era de INTERCÂMBIO” da UNIMED FAMA com a UNIMED BELÉM (onde moro) e o repasse dos atendimentos não estava sendo feito à UNIMED BELÉM, (mas o meu repasse das mensalidades estava em dia). Esse assunto deveria ser tratado judicialmente entre as duas unimeds, e não se negarem a atender os usuários que estão em dia e procuram atendimento, algumas vezes com pacientes correndo risco de morte.
Os planos de saúde estão ficando ricos às custas da falência na saúde pública(pela qual também pagamos através de impostos), assim como as instituições de ensino particulares e as empresas de segurança particular, que estão enriqucendo por falha nos serviços públicos similares, que deveriam ser de boa qualidade, porque não nos seria dado e sim pagamos pelo que não temos.
Maio 31st, 2009 às 6:10 pm
Não é só com a UNIMED não. Leiam o que está acontecendo comigo:
Em setembro de 2008, após ve-lo participando do programa “Bom dia RJ” da tv globo, fiz-lhe uma pergunta, referente ao meu plano de saúde, Sul América, Especial II, e o mesmo me respondeu satisfatoriamente o seguinte:
Cirurgia da válvula aórtica
De: jorgemenezes@
Olá!!!
Meu pai, com 86 anos, está com estenose aótica valvar grave, e foi indicado cirurgia percutânea de válvula aórtica. A equipe do hospital Albert Einsten, que é composta por um membro da Alemanha (Dr. Eberhard Grube) fará o procedimento. A prótese valvar, custa em torno de U$ 35 mil, o que dá mais ou menos R$ 50 mil. A Anvisa já reconhece esse procedimento no país desde o ano passado, se eu não me engano (ou dois anos atrás).
Eu terei que pagar pela válvula ou o plano cobre? Meu plano é o Sul $América, Especial II.
Muito obrigado.
Jorge Menezes
Fausto Pereira dos Santos - Jorge, caso se tratar de plano regulamentado (contratado a partir de 02/01/1999, ou adaptado à Lei 9656/98), os procedimentos de cobertura obrigatória são aqueles listados no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. No Rol vigente, estabelecido pela Resolução Normativa nº 167/2008, consta o procedimento indicado, descrito como valvoplastia percutânea por via arterial ou venosa, ou como valvoplastia percutânea por via transeptal (a via de acesso não foi especificada na pergunta). A cobertura à prótese também é obrigatória, cabendo ao médico assistente indicar suas especificações, tais como tipo, material de fabricação e dimensões. Obedecidas as especificações do médico assistente, a operadora pode indicar a marca e a procedência da prótese, dentre aquelas registradas como similares na ANVISA. Em caso de plano não regulamentado, a cobertura dependerá do que estiver estipulado no contrato.
Diante dessa resposta, eu fiquei com meu pai em tratamento clínico, e por três vezes internado de julho/2008 a dezembro/2008, desmaiando por duas vezes nesse período e tendo sangramento de causa oculta por todo esse período. Ele foi transfundido três vezes, e foi internado em três hospitais diferentes´, sendo dois de Niterói e um de São Gonçalo no Rio de Janeiro.
Um médico alemão, criou uma técnica para a substituição da válvula acometida de “estenose grave” que era o caso e o diagnóstico do meu pai, associado à varias outras doenças, comp DPOC, insuficiência urinária, anemia, diversas angioplastias com colocação de stentes simples e farmacológicos, nos membros inferiores, carótida e coronárias, perfazendo um total de dez.
Soube de sua vinda ao Brasil, de sua técnica, e do sucesso obrido no hospital Albert Einsten, Dante Pazanete, Moinho dos Ventos e instituto do coração no Rio Grande do Sul. Enviei os exames para o hospital Albert Einsten, pois o dr Perin, havia se encontrado com o médico do meu pai em um Congresso e falado da vinda do dr Eberhar Grube, médico alemão e idealizador da técnica, contudo, os exames voltaram devido à minha situalção financeira, pois não podia pagar e o meu plano especial II, não cobria a internação e nem o procedimento, só sendo aceitos os planos “EXECUTIVO” e acima dele.
Em seguida, soube que o dr Eberhard Grube estaria no Rio Grande do Sul. Fiz contato com dr Sarmento, que me pediu os exames e eu os enviei, mas acontece que meu pai precisava fazer outros exames complementares e de um atestado dos médicos que o acompanhavam, então internado, em São Gonçalo, mas os médicos não enviavam ao dr Sarmento a situação clínica do meu pai, e por burocracias, perdi a oportunidade de fazer o procedimento No Rio Grande do Sul, e até porque, meu pai estava debilitado e não tinha condições de ir praá lá e realizar os exames, conforme o dr Sarmento sugeria. Depois disso, após uma melhora do quadro do meu pai, o dr Sarmento ficou enfermo, e tirou licença médica. Durante esse período, eu soube que o dr Eberhard Grube estaria em São Paulo, e como eles são muito rigorosos na seleção dos pacientes que podem e devem fazer o procedimento idealiado por ele, eu teria que mandar meu pai para São Paulo, o que eu fiz, no dia 12/04/2009 e o internando no dia 13/04/2009 na Beneficência Portuguêsa.
O pedido de internação , assim como o procedimento “Troca valvar única - valvoplastia” colocação de cateter e exame de Eco, foram aprovados pela Sul América, entretanto, o pedido de material (eu ligava diariamente) desde o dia 24/05/2009 não fora atendido, e todas as vezes que eu ligava, estava em análise por 72 h, equivalente a 3 dias. Da primeira vez o plano pediu ao hospital o seguinte: “FAVOR ENVIAR ESTUDO COMPROBATÓRIO DA EFICÁCIA CLÍNICA FASE III E A APROVAÇÃO PELO PAÍS DE ORIGEM.”
Foi enviado documentação com mais de 100 folhas, cujo conteúdo eu não tive acesso, mas fora levado em mãos pela impossibilidade que o Sul América impunha de receber tantas folhas via fax (segundo a funcionária do hospital). Repetindo, eu continuei ligando diariamente para ver o desfecho. Recebi um telefonema de uma pessoa de sexo feminino, dizendo que se eu “podia encerrar o caso” o que eu questionei: eu tenho esse poder? Creio que não , pois é minha espôsa a titular do plano, e perguntei: a Sul América não vai aprovar o material? Ela me respondeu: não, e isso o senhor pode saber junto aos médicos do hospital, pois foram dois funcionários da Sul América e já conversaram com ele.
Passado alguns dias, fui informado que a Sul América, havia dito que não tinha recebido documento nenhum, e mais uma vez fora-lhe enviado, agora, através do moto-boy do hospital. O Dr Eberhar Grube, veio ao Brasil no dia 30/05, e em São Paulo, havia o XXX Congresso de Cardiologia. A equipe do hospital, se propôs a fazer o procedimento até no feriado dia 01/05 (dia do trabalho), mas como não tivemos respostas do plano, o dr Grube voltou para a Alemanha, viajou.
Diante disso, vocês podem imaginar o meu desespero. Meu pai não podia operar a céu aberto pois os médicos me informaram que ele corria sério risco de vida. E agora, como fazer? Descobri o e-mail do dr Grube que me respondeu com muita cordialidade, e eu acho até que fui muito inoportuno, mas era a vida do meu pai que corria risco. Não sabíamos quando ele voltaria ao Brasil, mas tínhamos certeza que ele viria. Soube que tinha o caso de outro paciente no Rio Grande do Sul e que ele viriano dia 11/05/2009. Daí, reacendeu minhas esperanças. Fiquei até o dia 30 ligando para o plano Sul América, e a resposta era sempre a mesma “Está em análise”. Eu tinha que tomar uma decisão. Liguei para o hospital e disse o que eu poderia fazer nesse caso, com a vinda do dr Grube e a negativa do plano. O hospital então, através do funcionário “Fernando” da Hemodinâmica, disse-me que eu teria que fazer um cheque de r$103.000,00 (Cento e três mil reais) e ir com ele até o caixa do hospital. Eu não tinha outra alternativa: sai de amigo a amigo e de parente a parente e mais uma poupança que fiz para os estudos dos meus filhos e fiz o cheque.
Meu pai operou com dr Eberhard Grube no dia 11/05/2009, e até hoje a Sul América não tem resposta. Entrei em contato no dia 05/05/2009 com a ANS e fiz a denúncia. Na Sul América, disseram que eu teria coinco dias úteis a partir do dia 11/05/2009, já que eles tomaram conhecimento no dia 08/05/2009 (sexta-feira) à tarde.
No dia 14/05/2009, recebo um telegrama da Sul América, endereçado ao meu pai, sem assinatura de funcionário nenhum, dizendo o seguinte:
Considerando que há divergências de natureza médica para a liberação dos procedimentos solicitados, é a presente para ofertar a composição de Junta Médica, em total consonância com o disposto nas cláusulas nº 18.1, 18.1.1 r 18.1.2 do contrado firmado livremente entre as partes, bem como na Resolução CONSU nº 08/98.
Assim, ressalta-se que esta Operadora arcará com as custas referente ao médico indicado por ela, bem como com a do terceiro desempatador, que será escolhido de comum.
Creio, que tendo (acredito que tem) essa cláusula na lei, sobre discordância, toda vez que eles acharem que o material é caro e/ou o procedimento, eles vão recorrer a esse argumento, pois o que podem perder é um médico dar ganho de causa ao consumidor e o plano pagar o que já lhe é devidamente imposto no contrato.
Diante desses fatos, existem dúvidas que não saem de minha mente:
1) Para que procedimento é utilizada a válvula da Corevalve, (CORE VALVE REVALVING SYSTEM) aprovada pela ANVISA sob o nº 80065320080?
2) Os médicos da Beneficência Portuguêsa estariam errados ao indicar o procedimento?
3) Eles estariam errados ao indicar o procedimento aprovado pela Sul América como Troca Valvar única - Valvoplastia? Teria que ser:VALVOPLASTIA PERCUTÂNEA POR VIA VENOSA OUI ARTERIAL EM ADULTO OU VALVOPLASTIA PERCUTÂNEA POR VIA TRANSEPTAL?
4) Considerando que o pedido do procedimento não esteja correto (SEGUNDO A SUL AMÉRICA, QUEREM QUE MUDEM O PEDIDO), os médicos da Beneficência Portuguêsa fizeram mal em colocar a prótese da CoreValve?
5) O sucesso obtido no mundo, a aprovação pela ANVISA, a aprovação no Rol de Procedimentos da ANS, o pedido dos médicos (inquestionável para mim) da Beneficência Portuguêsa, o avanço científico e tecnológico, a qualidade de vida que estão dando aos octagenários, seria caso de esperarmos até hoje, amanhã ou depois por uma perícia?
6) O médico assistente, constando risco de vida, morte súbita, não teria VOZ ABSOLUTA em relação ao plano?
7) Havendo a perícia médica, estaríamos livres de ISENÇÃO por parte dos médicos, haja visto, que uma grande parcela depende dos planos para sobrevivência?
8) Algum médico, ainda que escolhido arbitrariamente, seria contra um plano de saúde do porte da Sul América?
9) Posso desconsiderar o pagamento por parte da Sul América, uma vez que fizemos o procedimento sem os mesmos terem liberado o material?
10) Posso desconsiderar o pagamento do material pela Sul América, uma vez que ma JUNTA MÉDICA, o percentual de irem a favor da Sul América é imensamente maior do que para o consumidor?
11) Por que não utilizam um médico da ANS para desempatar, caso haja empate nessa junta médica ou perícia médica?
12) Devo levar meu pai, ainda debilitado pelo pós procedimento ao médico indicado pela Sul América para perícia?
13) Existe a necessidade de perícia para o material do procedimento ser aprovado, uma vez que já houve o procedimento?
14) Cabem recursos na justiça, caso a Sul América, convença a ANS que eles estão certos?
15) A mudança no nome do PEDIDO DO PROCEDIMENTO, interfer alguma coisa em relação ao plano Sul América não aprovar o material, ou seja, se o hospital mudar o nome, eles certamente aprovam o material?
Julho 10th, 2009 às 2:12 pm
Hoje, 10/07/2009 (sexta-feira) nada tenho resolvido com a Sul América, muito ao contrário. A perícia começou com um voto favorávela mim, daí a Sul América entendeu que o procedimento pedido pelos médicos (ela só viu isso depois de 70 dias , e o médico mencionando ser por via percutânea) não consta no ROL, pois a Sul América, achava que o proccedimento seria a céu aberto. Diante disso, já que perdia de 1X), aproveitou-se da ocasião, pois poderia perder de 3, anulou a perícia e resolveu NEGAR de vez o material e o procedimento. Se eu não tivesse pago, certamente meu pai estaria morto no dia de hoje.
Espero que vocês nunca tenham que passar por isso.
Abraços.
Jorge Menezes.
Setembro 10th, 2009 às 10:08 pm
Hoje, dia 10/09/2009, nada de a Sul América me pagar, pois já disse que não paga, e agora, meu pai está com um outro procedimento aprovado desde o dia 04, e ela não quer liber o material (stents para o membro inferior).
Não é fácil não….na hora da liberação como a gente sofre.
Fazer o que, né?
A ANS até hoje não me disse o que fez com o abuso da Sul América, e tem um processo lá dentro rolando sobre minhas reclamações.
Abraços.
Janeiro 25th, 2010 às 10:24 pm
A UNIMED deria ser interditada já!!! Esse “pseudo-hospital” é uma vergonha uma desgraça. Enfermeira mal treinada, auxliares idem com unha grande e suja, preta, na maternidade, gente eu tive muito dor de saber que tive minha filha nesses lixo, uma imundice, móveis caindo aos pedaços, quando entrei no quarto fiquei chocada, pensei “que diabo é isso” nunca vi ambiente tão mal cuidadoe assombrozo, o ralo do banheiro estva cheio de cabelo do paciente anterior. A sala de cirurgia é simplesmente um armengue, os médicos comem, isso mesmo comem na sala cirúrgica, vários móveis com ferrugens como se a sala de cirurgia fosse um depósito de sucata. Graças a Deus mesmo q não aconteceu nada de ruim comigo e minha filha, mas sei que mortes não são casos isolados. Ai chega fulano é blabla, isso não é só na unimed que também acontece em outros lugares, como se eu tivesse que me conformar, FODA-SE, eu não aceito isso em lugar nenhum, comigo jamais nem vem q não tem, ainda mais quando minha saúde está em risco.Eu pago essa porcaria, mas oq eu puder fazer para não parar lá eu faço. Campanha UNIMED NÃO!!!!!!!!!!!!
Fevereiro 28th, 2010 às 10:10 pm
Mesma coisa ocorre aqui em João Pessoa / Paraíba. A UNIMED está cada vez pior. O hospital da UNIMED não dá mais conta da demanda, os enfermeiros são desatentos, as estruturas dos leitos com certeza não recebem uma reforma desde a sua construção. Por várias vezes vi o soro dos pacientes acabar e os enfermeiros sequer olhavam pra retirá-lo ou para adicionar um novo. É necessário o acompanhante ter que falar algo ou até mesmo o paciente, que jamais deveria estar se preocupando com isso, mas sim em manter-se em repouso para recuperar-se logo e sair daquele inferno. Médicos, enfermeiros e outros funcionários ficam conversando alto como se estivesse em lugares abertos. Isso não deveria acontecer jamais num hospital. A UNIMED hoje pode ser descrita com a empresa de plano de saúde que na mídia é uma maravilha, mas quando o cliente precisa dela… aí sim, meu caro.. é que você conhece a realidade.
Março 29th, 2010 às 11:24 pm
Meu nome é Marcius Benigno Marques dos Santos, CRM-PR 23937. Sou neurocirurgião e trabalho em Cascavel (PR).
Desculpe-me, mas seu filho NÃO precisava nem de atendimento de URGÊNCIA, nem de CIRURGIÃO !!!
Outrossim, ninguém espera por “um SIMPLES atendimento de URGÊNCIA” (ipsis literis) … isso é uma contradição !!!
Seu filho precisava de qualquer médico que avaliasse o (1) estado hemodinâmico, (2) o nível de consciência e que fosse capaz de fazer, ao que tudo indica, uma (3) SIMPLES SUTURA.
Eu não estou defendendo a demora no atendimento. Um fato como o relatado não foi e não será justificável. Estou, apenas, dizendo que se seu filho aguardou tanto tempo, sem quaisquer repercussões clínicas, ele, de fato, não necessitava de atendimento de urgência.