Tribunal adverte juiz que teve hospedagem paga pela prefeitura
Postado por: Carlos Zamith Junior em Direito
O judiciário do Estado do Maranhão tem se mostrado pródigo em fornecer notícias ruins no âmbito da magistratura.
Segundo o blog do Itevaldo, o juiz Thales Ribeiro de Andrade, da comarca de Dom Pedro, foi advertido pelo Tribunal de Justiça maranhense.
A Controladoria Geral da União (CGU) acusou o magistrado de ter suas despesas com hospedagem pagas pela prefeitura de Dom Pedro, mediante uso de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), ou seja, dinheiro da merenda escolar.
De acordo com o relatório da CGU, Thales Ribeiro teve 330 diárias de um hotel pagos pela Prefeitura de Dom Pedro, no valor de R$ 6,6 mil.
Lendo os comentários dos maranhenses no blog que postou a notícia, chega-se a outra conclusão: o juiz não residia na comarca.
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Março 24th, 2009 às 10:26 am
Que conclusão furada em Zamith.
Conheço promotor e juiz que residiram mais de dois anos em hotel e efetivamente residiam na comarca. Acontece que o hotel era mais cômodo, além do que as pessoas do interior costumam elevar bastante o preço do aluguel quando o pretenso locatário é juiz ou promotor.
Março 24th, 2009 às 10:44 am
Dr. Zamith
Esse post me deixou uma dúvida sobre o que ocorreu muito aqui no meu município, passagem, a Prefeitura pode pagar pra Juiz?
Março 24th, 2009 às 10:54 am
Anônimo, leia os comentários dos maranhenses lá no blog de onde tirei a notícia e vc verá que a conclusão não é furada.
Fábio, no caso do post, o problema foi o desvio da finalidade do dinheiro, que deveria ser empregado exclusivamente na educação.
Do ponto de vista ético, a situação é complicada, não? Eu evitaria.
Abraços.
Março 25th, 2009 às 12:08 pm
Zamith,
- SE a informação de “morar em hotel é não residir na comarca” restringe-se, apenas, ao caso concreto daquele referido magistrado, ENTÃO, é prudente que isso sejam MELHOR ESCLARECIDO no post…
- Porque, do jeito que está, DE FATO, dá a entender a esmagadora maioria dos leitores/usuários, que seja uma pseuda “regra geral” sobre esse assunto…supostamente válida à toda a magistratura, como veio a entender o usuário “Anônimo”.
Abraços.
Observador.
Março 25th, 2009 às 1:05 pm
Pronto, Observador. Deixei claro que a circunstância de residir em hotel não leva à dedução absoluta que o magistrado não reside na comarca.
Passei um bom tempo no interior e sei que a situação relatada pelo anômimo é verdadeira.
É a falta de clareza que me persegue.
Abraços.
Abril 6th, 2009 às 6:49 pm
[…] do Conselho Nacional de Justiça e outras mazelas denunciadas pela imprensa de lá
Abril 10th, 2009 às 3:42 pm
SE ESSA MODA PEGAR, VAI TER MUITA PREFEITURA PRA “FECHAR”! PRINCIPALMENTE EM ÉPOCAS ELEITOREIRAS! AINDA BEM QUE OS “SARNEYS” NAO SABEM DE NADA!